No Alabama, Kenneth Eugene Smith, 58 anos, condenado pelo assassinato de Elizabeth Dorlene Sennett, será executado com uma nova metodologia, a “máscara mortuária”, após sobreviver a uma tentativa de execução por injeção letal em 2022. Técnica esta, aprovada por alguns estados como Alabama, Oklahoma e Mississippi, envolve a inalação forçada de nitrogênio puro que causa morte por asfixia em 4-5 minutos. Este procedimento, nunca antes utilizado em seres humanos, suscitou acesos debates e preocupações a nível nacional e internacional, levando mesmo a intervenção da ONU. A ONU pediu a suspensão da execução, descrevendo o método como potencialmente cruel e torturante. A data de execução de Smith é 25 de janeiro de 2024.
O que é a “máscara mortuária”
A “máscara mortuária” é um termo usado para descrever um método de execução que envolve o uso de nitrogênio puro. Essa técnica consiste em fazer com que o condenado use uma máscara através da qual é administrado à força nitrogênio puro. O próprio nitrogênio não é tóxico e constitui uma grande parte do ar que respiramos; entretanto, se inalado puro, pode ser letal. Quando uma pessoa respira nitrogênio puro, os pulmões se enchem desse gás, excluindo oxigênio, levando rapidamente à hipóxia, ou seja, a uma grave falta de oxigênio a nível celular, e consequentemente à morte por asfixia.
Este método foi aprovado por alguns estados dos EUA, incluindo Alabama, Oklahoma e Mississippi, como alternativa às execuções por injeção letal, mas nunca foi utilizado até agora. O debate em torno desta técnica é acalorado, com muitas preocupações quanto à sua humanidade e ao potencial sofrimento que pode causar. Embora seja apresentado como um método potencialmente mais humano que outros, não existem precedentes que atestem sua real rapidez e ausência de dor, permanecendo, portanto, dúvidas e controvérsias significativas.