Vibo, projetos de vida: o “caso” em chamas acende o vaivém na Câmara

Duas sentenças do TAR, uma do Conselho de Estado. Nos “Projetos de Vida” os juízes continuam a ouvir os escritórios e a administração do Palazzo Luigi Razza. E embora nestes casos, por se tratarem de intervenções a favor de crianças com deficiências graves, ninguém possa acreditar que alguém as tenha esquecido, sem dúvida o triplo selo da justiça administrativa deixa nada menos que espanto. Bem, a história chegou ontem à câmara da Câmara Municipal.

Na verdade, por ocasião do período de perguntas, o líder do grupo Democrático Vibo, Marco Miceli, apresentou uma pergunta ao vereador da Previdência, Lillo Scionti, para entender mais sobre atrasos que, num assunto tão delicado, nem sequer são justificáveis. A pergunta é clara: “Qual é o estado da arte dos projetos de vida?”. Pergunta diante da qual o vereador de políticas sociais não hesitou em começar com palavras que não eram suas, mas da própria prefeita Maria Limardo: «12 de fevereiro de 2024 foi a data mais triste do meu mandato». Em todo o caso, o evidente pesar do primeiro cidadão, conforme confidenciou ao representante do executivo, não poderia representar, por si só, uma explicação dos factos. «Sabemos que – explicou o vereador perante a Câmara – é preciso dar respostas concretas neste setor. Contamos com profissionais externos porque não tínhamos funcionário. Entramos em conflito há algum tempo com a ASP que não cumpre as suas obrigações embora o Município seja sempre responsável por tudo isto. Integrámos novos números no Gabinete PUA, que trata destas matérias, dado que os que se reformaram não foram substituídos. O gerente do setor – especificou Scionti – fez uma ordem de serviço para que três profissionais do setor utilizassem seu tempo exclusivamente em projetos de vida”.

Felipe Costa