Ele bateu em duas mulheres e foi embora sem deixar rastros. Um cidadão africano que, anteontem, enviou duas senhoras para o hospital ainda anda sem ser perturbado. Ambos foram agredidos, com um soco no rosto, em dois incidentes e locais distintos na área urbana de Bruzia.
O primeiro ato de violência ocorreu na Piazza delle Provincie, no agora infame terminal de ônibus. Passava pouco das 11h00 quando o africano sem razão – sem razão é uma forma de dizer, um intercalar, dado que nenhuma razão justificaria um comportamento tão brutal – deu um murro retumbante na cara de uma mulher, moradora de Vadue, que ia esperar o autocarro com sacos de compras na mão. Um soco no rosto fez a mulher cair no chão. O africano – disseram as testemunhas – permaneceu alguns segundos olhando para ela e depois afastou-se como se nada tivesse acontecido. A mulher foi socorrida pelos presentes e dado o seu estado – apresentava inchaço na cara, um joelho ferido e um braço fraturado – foi necessária a intervenção de uma ambulância do 118. Ninguém, porém, aparentemente teve o bom senso de chamar a polícia para agir. A mulher foi então transferida para o pronto-socorro, onde ainda está internada para exames.
Mesma cena ou quase, pouco depois, na via Caloprese, próximo à sede do INPS. A mulher visada pelo cidadão não comunitário – um jovem aparentemente com trinta anos, alto e bastante robusto – tinha acabado de sair de uma loja de artigos domésticos e presentes. Ele não teve tempo de perceber quem estava na sua frente. O soco no rosto a pegou de surpresa e devastou suas feições.