«Livre para viver, não para morrer»: Messina para para Daniela, procissão de tochas na Piazza Duomo contra o feminicídio

Cerca de 200 pessoas lotam a Piazza Duomo esta noite para a procissão de tochas em memória de Daniela Zinnanti, a mulher de 50 anos morta em 10 de março passado por seu ex-companheiro. Velas acesas, flores e faixas “Messina juntas contra o feminicídio” transformam a praça da Sé num abraço coletivo. Não uma procissão, mas uma presença silenciosa e compacta: todos pararam na praça, unidos na memória.

Na primeira fila, com a foto emoldurada da mãe nas mãos, está a filha Roberta – a mesma que esta tarde, durante o funeral, se ajoelhou aos prantos sobre o caixão – junto com o sobrinho Umberto, filho da irmã. Ao lado delas estão as associações, os amigos, os cidadãos que querem dizer não, mais uma vez, à violência contra as mulheres.

Carmen Currò do Cedav e a senadora Dafne Musolino tomam a palavra. Então, todos juntos, eles cantam E me diga que você não quer morrer por Patty Pravo: Daniela sempre cantou, e esta noite essa música se torna a despedida mais carinhosa que a praça poderia lhe oferecer.

Em uma grande imagem sobre fundo vermelho afixada em frente à Catedral, o rosto sorridente de Daniela e os dizeres “Voz para Daniela – mais uma vítima de feminicídio”. No chão, uma faixa branca com a inscrição que resume tudo: «Livre para viver! Para não morrer.”

Felipe Costa