“Há uma emergência democrática.” Assim, o conflito político irrompe em Messina

Não falamos mais sobre buracos ou contas de Tari (ou pelo menos não só essas). Agora o nível de conflito político, de uma campanha eleitoral que promete ser longa e intensa, está a aumentar e leva os líderes municipais dos partidos de centro-direita (Fratelli d’Italia, Forza Italia, Lega, Mpa-Grande Sicilia, Noi Moderati, Udc, Dc, PRI e Partido Animalista) a falar de uma “emergência democrática”, invocando mais uma vez a intervenção do comissário extraordinário do Município, Piero Mattei, e temendo que o prefeito e até o Ministério Público também será acionado. A última primavera, após a aparição do ex-prefeito Federico Basile na assinatura dos contratos de trabalho dos vencedores do concurso na polícia municipal, foi desencadeada pela divulgação da notícia de um encontro, ocorrido na noite de domingo na secretaria política de Cateno De Luca, entre este último, o próprio Basile, o diretor geral do Atm Spa Pietro Picciolo e os representantes das organizações sindicais do Atm, excluindo o CISL. Uma reunião que seria seguida, no dia seguinte, de medidas organizativas tomadas logo na ATM, pela DG Picciolo, em pleno processo de reflexão.
Os partidos de centro-direita citam ainda a disposição, ordem de serviço número 51, de 30 de março, assinada por Picciolo, “com modificações e revogações relevantes para a gestão dos recursos humanos corporativos”. Segundo a coligação “é evidente que a gestão das diversas empresas participadas do Município continua a ser orientada e dirigida externamente por sujeitos, a “premiada empresa Basiluca”, que já não tem qualquer direito de intervenção”. Por isso, lemos na nota ontem divulgada, “há algum tempo que está em curso uma emergência democrática que nas últimas semanas tem contaminado e distorcido a competição eleitoral”. Daí o pedido de adoção de um protocolo de legalidade para a campanha eleitoral; daí o novo pedido ao comissário para revogar “sem demora todas as nomeações feitas em violação do regulamento municipal”, as dos administradores únicos das subsidiárias (chegadas nas 24 horas anteriores à demissão de Basile); daí o convite aos demais candidatos a prefeito para aderirem a esta iniciativa.
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Felipe Costa