O Ministério da Saúde rejeitou oficialmente o decreto de revisão da rede hospitalar siciliana, definindo-a como sofrendo de “numerosos desalinhamentos e inconsistências”. A notícia, vazada de fontes ministeriais e divulgada pelo Repubblica, marca uma parada abrupta no processo de reorganização da saúde na ilha justamente na fase de investigação preliminar.
Os relevos de Roma: “Documentação incompleta”
Em nota de duas páginas assinada pelo diretor-geral do Planejamento do Ministério, Walter Bergamaschi, os técnicos de Orazio Schillaci esclarecem que o material enviado da Sicília não permite uma avaliação completa. O Ministério dirigiu um “convite firme” à Região para que entregue documentação analítica correta e completa com a “máxima urgência”. Caso contrário, a Mesa de Acompanhamento seria obrigada a avaliar um documento incompleto, com risco real de paralisia do sistema de saúde siciliano.
As reações: oposições e sindicatos pedem sua renúncia
A rejeição desencadeou um terramoto político na ARS e não só. A oposição vê o ato como o “fracasso final” da gestão Schifani-Faraoni. Dafne Musolino (Italia Viva) fala de um “segundo fracasso retumbante” (depois daquele dos fundos do ciclone Harry) em poucos dias por um “amigo” do governo a-sanita-na-sicília-o-ministério-rejeita-a-nova-rede-hospitalar-15d2ea17-5045-4033-9815-abe96c15e030/.”Schifani admita sua incapacidade e vá para casa”, disse Musolino. Para Alfio Mannino (CGIL Sicília) é a demonstração de que: “Não éramos Cassandre. Perdemos 7 meses enquanto o sistema está em ruínas. O vereador Faraoni deveria pedir desculpas aos sicilianos e deixar a liderança do departamento”. Para Michele Catanzaro (PD) é mais um baque. “Este centro-direita utiliza os cuidados de saúde para tudo, exceto para ajudar os cidadãos”. O M5S (com De Luca e Gilistro) define a rede como uma “má reestilização” dos planos anteriores, denunciando a improvisação em questões fundamentais como o declínio demográfico e os fluxos de mobilidade intra-regionais.
A defesa da Região: “Sem falhas, apenas correções”
Apesar do tom peremptório do Ministério, a conselheira regional de Saúde, Daniela Faraoni, tentou jogar água no fogo, desclassificando a nota para “normal dialética institucional”https://gazzettadelsud.it/articoli/politica/2026/03/31/disallineamenti-e-incongruenze-doccia-fredda -para-saúde-na-Sicília-o-ministério-rejeita-a-nova-rede-hospitalar-15d2ea17-5045-4033-9815-abe96c15e030/.”Sim, são observações técnicas que estávamos esperando”, explicou Faraoni. “Em alguns casos não é possível respeitar rigorosamente os parâmetros do Decreto Ministerial 70/2015 porque na Sicília, além das fronteiras, não temos outras regiões senão o mar. O vereador reiterou então que as medidas corretivas solicitadas são “quase todas técnicas” e que definir o ato como um fracasso seria um exagero jornalístico.
Schifani: “Resposta pronta em 10 dias”
O Presidente da Região, Renato Schifani, falou diretamente na Câmara da ARS para tranquilizar deputados e cidadãos sobre o timing do governo. “Dentro de uma semana ou no máximo dez dias responderemos às observações recebidas sobre a rede hospitalar siciliana”, declarou o governador, prometendo um rápido encerramento do caso para romper o impasse com Roma.