O petróleo acelerou no início da semana, em meio às novas ameaças de Donald Trump ao Irão relativamente à destruição das suas centrais eléctricas e outras instalações se a liderança de Teerão decidisse não “assinar um acordo” ou não “abrir o Estreito de Ormuz”, um trecho de mar através do qual transita aproximadamente 20% do petróleo bruto mundial. O WTI marca uma valorização de 1,93%, para 113,69 dólares o barril, enquanto o Brent se fixa nos 110,67 dólares (+1,64%).
“Se não fizerem algo até terça-feira à noite, não terão mais centrais eléctricas e não terão mais pontes em pé”, disse Trump numa entrevista ao Wall Street Journal divulgada no domingo. Os futuros do petróleo ganharam US$ 11,42 por barril na quinta-feira, seu maior ganho diário desde abril de 2020, quando se recuperaram após cair durante o bloqueio da Covid. O preço de referência do WTI, o petróleo bruto dos EUA, aumentou cerca de 70% desde o início do bombardeamento do Irão: não era tão elevado desde Junho de 2022, desde que a invasão russa da Ucrânia chocou os mercados energéticos. Alguns analistas e operadores esperavam um tom mais conciliador do magnata no fim de semana: pelo contrário, o presidente embaralhou mais uma vez as cartas ao ameaçar o Irão com a adoção de medidas draconianas e destrutivas.