O caso da scooter “fantasma” em Catanzaro: julgamento imediato para 14 pessoas envolvidas

O Ministério Público solicitou e obteve julgamento imediato para 14 pessoas envolvidas na investigação do desvio de 200 patinetes elétricos. A investigação começou com a polícia de Santa Maria que notou inúmeras pessoas em trotinetes elétricas, todas da mesma marca e modelo, mas diferentes das que podem ser alugadas na cidade. Alguns proprietários das scooters, parados pela polícia para investigar a situação, relataram que compraram o veículo a uma pessoa já conhecida da polícia.

A investigação aprofundada permitiu apurar que a empresa proprietária dos veículos, com sede em Milão, celebrou um acordo de distribuição, gestão e manutenção das scooters no município de Catanzaro e zonas vizinhas com algumas populações locais, incluindo DC, um homem de 39 anos já sob vigilância especial e com múltiplas condenações penais.

Segundo o que foi reconstruído pelos investigadores Carabinieri, o jovem de 39 anos de Catanzaro, depois de ter recebido cerca de 200 scooters (num valor total superior a 150.000 euros), perdeu-se ao começar a vendê-las de forma independente, ilegal e sem qualquer autorização.

Na prática, a empresa milanesa confiou-os ao homem de 39 anos para os gerir, talvez alugando-os como já acontece na capital. Em vez disso, o homem começou a vendê-los a preços muito reduzidos. O homem de 39 anos foi, portanto, investigado por peculato, mas também por falsificação de identidade, porque teria enganado a empresa milanesa ao substituir ilegitimamente o diretor de uma empresa e estipular um contrato de prestação de serviços.
As outras 13 pessoas que adquiriram as scooters deverão responder por recebimento de bens furtados, pois, segundo o Ministério Público, as compraram apesar de saberem sua origem ilícita. No entanto, os 14 suspeitos terão de esperar muito tempo para se defenderem, estando a primeira audiência marcada para junho de 2028.

Felipe Costa