Lojas em apuros e vendas em queda, famílias calabresas na balança estão mais cautelosas

A Calábria caminha lenta e cheia de sofrimento, em meio às dificuldades deste período. Um cenário descrito pelas mil vozes dos relatórios económicos e sociais, pelos diagramas áridos e pelas percentagens severas que narram uma terra que desliza para o quadrante mais frágil do país, onde o choro dos últimos corre o risco de se transformar num lamento em massa. Primeiro a pandemia, depois a guerra na Ucrânia, depois as tarifas, finalmente o conflito no Médio Oriente: uma sequência de choques que estreitaram as margens e aumentaram o rio da pobreza. Há um aumento no número de residências onde se acumulam contas não pagas, parcelas pendentes e pagamentos adiados. A dificuldade de quem tenta se manter à tona enquanto a água sobe é crescente. Não é surpreendente que, mesmo em 2025, a Calábria continue a ser a última em Itália em risco de pobreza e exclusão social: o valor do Istat é de 45,3%, uma melhoria em relação a 2024, mas ainda longe do resto do país. Ao mesmo tempo, o grupo mais exposto, em risco de pobreza, cresce, atingindo 32,8% da população.
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Felipe Costa