Na Tonnara di Bivona (VV) realizou-se um encontro de forte valor político e associativo entre uma representação da marinha calabresa do Tirreno e a Coldiretti Pesca, confirmando a centralidade do diálogo entre os operadores do sector e a organização representativa.
A reunião contou com a presença de Daniela Borriello, gerente nacional da Coldiretti Pesca, Antonino Mancuso, representante regional, Pietro Bozzo, diretor da Coldiretti, e do vice-presidente interprovincial (CZ-KR-VV) Giuseppe Porcelli.
Sucesso da União: a retificação das coordenadas marítimas
A discussão se desenvolveu a partir de um resultado concreto obtido graças à ação sindical e institucional da Coldiretti: a Portaria do Ministério da Agricultura n. 0123684, de 13 de março de 2026, que finalmente corrige tempestivamente as coordenadas contidas no anterior Decreto Diretivo nº. 9045689 de 6 de agosto de 2020.
Uma intervenção há anos esperada, que corrige um perímetro incorrecto que tinha produzido efeitos distorcivos e penalizadores para a pesca local, deixando desprotegida a zona sobranceira a Amantea e, ao mesmo tempo, retirando à Marinha uma grande parte do fundo marinho do Golfo de Santa Eufemia, essencial para o equilíbrio das actividades e para a segurança do trabalho no mar. «Esta rectificação – sublinhou – demonstra que só uma representação organizada, competente e presente nos locais de decisão pode obter respostas concretas para os pescadores», reiterando o papel da Coldiretti Pesca como interlocutor de autoridade junto das instituições nacionais e regionais.
As questões críticas do setor e a sustentabilidade económica
A discussão abordou então as inúmeras questões estruturais críticas que afectam o sector das pescas: desde a segurança das infra-estruturas portuárias, à gestão de resíduos e artes fora de uso, até ao acesso mais justo às quotas de pesca do atum, que também deve tornar-se uma verdadeira oportunidade para os navios de pesca artesanal de pequena escala.
Foi dada especial atenção à questão da estabilidade económica das empresas, postas em risco pelo aumento dos custos de produção, a começar pelos combustíveis, e à necessidade de políticas públicas que acompanhem o setor numa transição verdadeiramente sustentável, sem transferir os custos para os operadores.
Perspectivas futuras: vendas diretas e turismo piscatório
Durante o encontro foram também ilustradas as ações já implementadas e as perspetivas futuras promovidas pela Coldiretti: desde a venda direta e valorização do pescado local, ferramenta fundamental para devolver rentabilidade ao trabalho dos pescadores, ao escoamento organizado das artes, até ao pedido de revisão orgânica da legislação regional sobre o turismo piscatório, para a tornar coerente com as necessidades das empresas e dos territórios costeiros.
Rumo a uma representação unida e consciente
O que emergiu com força, como sublinhado nas intervenções de Pietro Bozzo e reiterado nas conclusões do presidente Giuseppe Porcelli, foi a necessidade de fortalecer ainda mais a relação entre os pescadores e a associação, superando o isolamento dos indivíduos e construindo uma representação cada vez mais unida e consciente.
Só através da participação activa e colectiva – destacou – será possível enfrentar não só as urgências quotidianas e as relações com as instituições, mas também os grandes desafios estratégicos que aguardam a pesca calabresa: protecção dos recursos, dignidade do trabalho, futuro das comunidades costeiras.