Ars em inclinação, “fantasma” de centro-direita: o governo Schifani numa encruzilhada

A atualização do Ko para o Ars sob os golpes dos franco-atiradores foi, para a centro-direita, um impasse devido às ausências de deputados e vereadores. E então o alerta vermelho disparou ontem no Palazzo d’Orleans. Com o eco de um Parlamento paralisado como pano de fundo, Renato Schifani ligou pela manhã para os líderes dos grupos e à tarde iniciou uma persuasão moral dos vereadores do conselho. Assim, o presidente tenta sair da areia movediça às vésperas de votações cruciais para a última fase da legislatura.
O retrato do estado de saúde do centro-direita é um facto que surgiu na quarta-feira durante a votação da pequena lei que teria recuperado algumas normas sanitárias que tinham sido excluídas do Orçamento de Dezembro: na Câmara estavam cerca de vinte deputados da oposição (principalmente do Partido Democrata e do 5 Estrelas) e apenas 12 do centro-direita. A vereadora Daniela Faraoni também esteve ausente, apesar de as normas sanitárias terem sido incluídas na votação. E nem o presidente da ARS, Gaetano Galvagno, estava presente.
Assim se deu o “recuo”, ou seja, a decisão de adiar para terça-feira regras como o limite de tarifas nos parques de estacionamento dos hospitais e a criação do centro regional de tratamento da endometriose. Esperando pela terça-feira, porém, a maioria saiu em pedaços. Gianfranco Micciché sugeriu pôr fim à legislatura. A forzista Luisa Lantieri pediu a intervenção de Schifani. E ontem o presidente abriu o dossiê Ars. Ele conversou com Galvagno e depois com os líderes dos grupos majoritários. A irritação de Schifani com o que aconteceu em Ars filtrou-se pelo Palácio. Daí também a decisão de marcar uma cimeira para terça-feira.
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Felipe Costa