O executivo regional siciliano está a implementar uma manobra económica de 25 milhões de euros para travar a grave crise que afecta os principais sectores produtivos da ilha. A medida, definida como “Pacote de Combustíveis Caros”, visa contrariar o aumento dos custos da energia e das matérias-primas, agravado pelos conflitos bélicos internacionais, que tem colocado de joelhos o tecido empresarial local.
Os setores beneficiários
Inicialmente concebida para o setor do transporte de mercadorias, a oferta foi alargada a outros pilares da economia siciliana:
Transporte rodoviário: o setor mais afetado pelo aumento dos preços dos combustíveis.
Agricultura: sector estratégico para a ilha, testado pelo aumento dos custos de produção.
Pescas: setor fundamental para o emprego, também incluído nas medidas de apoio.
«O governo regional está empenhado em dar uma resposta concreta e oportuna às empresas sicilianas que enfrentam uma fase extremamente complexa», declarou o presidente da Região, Renato Schifani.
Diálogo com as empresas e o nó nacional
À tarde, os vereadores Alessandro Dagnino (Economia) e Alessandro Aricò (Infraestruturas) reuniram-se com os representantes dos transportadores para discutir as questões críticas do setor. Apesar da abertura da Região, a tensão continua elevada. Salvatore Bella, secretário do Comitê de Transportes da Sicília, embora apreciando a sensibilidade demonstrada pelo governador Schifani e pelo presidente da Ars Galvagno, confirmou a continuação dos protestos: a paralisação das atividades nos portos da ilha continua total e continuará indefinidamente na ausência de respostas definitivas.
Os transportadores pedem uma reunião urgente com o ministro Salvini, acreditando que a resolução definitiva dos problemas estruturais cabe ao Ministério das Infraestruturas e Transportes.
No que diz respeito ao fundo ETS, Schifani especificou que, por se tratar de legislação europeia, a Região só pode agir através de “persuasão moral” em relação ao governo nacional. O objetivo da alteração regional continua a ser salvaguardar a competitividade das empresas sicilianas e garantir a continuidade da produção num momento de extrema fragilidade económica.