Longas filas, esperas exaustivas e momentos de tensão no cartório do Município de Messina, assediado por cidadãos que pretendem solicitar o novo bilhete de identidade eletrónico. Como se sabe, a partir do próximo dia 3 de Agosto os antigos bilhetes de identidade em papel deixarão de ser válidos, ainda que formalmente válidos, obrigando centenas de pessoas a recorrer aos serviços municipais para renovarem o seu documento.
Há dias que há filas intermináveis em frente aos escritórios e um descontentamento crescente com os longos tempos de espera. A situação voltou a surgir esta manhã, quando inicialmente não havia sido implementado nenhum sistema para regular o acesso e gerir as filas. Foram os próprios cidadãos, na tentativa de manter a ordem, que organizaram uma lista com nomes para estabelecer o turno de entrada.
A iniciativa, porém, não durou muito. Com a chegada de um funcionário municipal, a lista foi cancelada e substituída pela distribuição de cartões especiais numerados para regular o acesso aos balcões. Uma medida que permitiu restabelecer a relativa calma, mas que não evitou transtornos e protestos de muitos utilizadores, preocupados em conseguir obter o novo documento no prazo previsto.
O vereador do PD, Alessandro Russo, levantou oficialmente o caso, denunciando as condições insustentáveis em que se encontram os escritórios demográficos da cidade e instando o prefeito Federico Basile a intervir.
A nota enviada destaca uma grave situação de emergência ligada à emissão de bilhetes de identidade electrónicos no Município e nos distritos, serviço agora próximo do colapso. Na verdade, todos os dias, dezenas de cidadãos ficam sem documentos devido ao enorme afluxo e às ineficiências organizacionais. Quem paga o preço deste caos são os poucos funcionários municipais em serviço, obrigados a trabalhar num clima de tensão constante, entre insultos e ameaças de um utilizador exasperado, arriscando a sua própria segurança física.
A situação torna-se ainda mais crítica até ao final do dia 3 de agosto, data em que o documento eletrónico se tornará obrigatório para todos, provocando um inevitável aumento de pedidos. Apesar da urgência e do carácter excepcional do momento, a crítica dirigida à Administração é a de gerir todo o assunto como se se tratasse de uma prática banal da administração ordinária. Por estas razões, o Presidente da Câmara é instado a intervir de imediato com um reforço extraordinário de quadros e balcões, tanto no centro como nos bairros, para proteger os trabalhadores e garantir um serviço digno aos cidadãos.