A Calábria não fecha… loja. O artesanato desafia o despovoamento

Os arranhões da crise estão em todas aquelas venezianas fechadas, nas placas de muitas lojas que já não acendem. Um por um, os pequenos empresários estão desistindo. Normalmente, fazem isso após a última fatura ou mais um empréstimo negado pelos bancos. A Calábria não escapa ao declínio do artesanato italiano, mas passa por ele a uma velocidade diferente graças a uma extraordinária capacidade de resiliência.
Os números do Mestre CGIA retratam uma profunda contração nacional em todas as regiões, mas com intensidades muito diferentes. A Calábria, porém, é a que menos perdeu. Em 2015 contava com 37.009 empresários artesãos; em 2024 eram 31.559, em 2025 caíram para 30.409. Em dez anos o saldo negativo é, portanto, de 6.600 unidades, equivalente a 17,8% com uma contracção evidentemente mais contida do que a registada em Itália. Mesmo no último ano o declínio manteve-se inferior à média nacional: entre 2024 e 2025, os empresários artesanais diminuíram 1.150 unidades, 3,6%, contra os -5,1 nacionais.
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Felipe Costa