Carlo Alcaraz e Ben Shelton lutaram até a exaustão na partida das quartas de final do Aberto dos Estados Unidos. Os dois não se contiveram nas 4 horas e 28 minutos de jogo, tanto que a certa altura o Alcaraz teve que parar para vomitar na toalha no final de uma troca particularmente intensa. Foi apenas a segunda derrota do Alcaraz no quinto set em 17 partidas, ressaltando a importância da vitória de Shelton. Nesta edição do US Open Novak Djokovic e Lorenzo Musetti também sofreram doenças.
O jogo foi disputado até às 3h33.
A partida terminou às 15h33, a sessão noturna mais longa da história do torneio, e viu o americano vencer o atual campeão espanhol no tie-break do quinto set: 6-7, 6-1, 6-3, 1-6 7-6 (10-7).
Para Shelton é a segunda semifinal do Aberto dos Estados Unidos depois da de 2023, a terceira de sua carreira depois do Aberto da Austrália de 2025. Na sexta-feira ele desafiará sua compatriota Frances Tiafoe, vencedora de mais uma maratona de 4 horas e 38 minutos no Arthur Ashe Stadium no clássico dos EUA com Alex Michelsen. O número 12 do mundo superou uma desvantagem de dois sets para fechar com um placar final de 5-7, 3-6, 7-5, 6-3, 7-6,(6). Hoje o quadro das semifinais do Aberto dos Estados Unidos fica completo com ‘Saschà Zverev enfrentando o holandês Boltic Van der Zandschulp como favorito. As outras quartas de final são entre Karen Khachanov e Alexander Blockx. Um pouco da Itália sobrevive em Flushing Meadows: depois de mais de três horas de competição, Simone Bolelli e Andrea Vavassori chegaram pela primeira vez às quartas de final do US Open ao se recuperarem de desvantagem para vencer o americano Austin Krajicek e o croata Nikola Mektic por 4-6, 7-6(5), 7-6(8), que estavam à frente por 5-2 no tie-break do segundo set e no intervalo no início do terceiro.
“Praticamos esse esporte para momentos como esse”, exultou Vavassori. Na noite italiana os dois italianos vão disputar uma vaga nas semifinais contra o americano Christian Harrison e o britânico Neal Skupski.
As maratonas do US Open trazem de volta ao centro das atenções o tema do esforço físico exigido dos protagonistas do circuito ATP. O novo CEO da Tennis Australia, Andrew Abdo, antecipou que é possível que “no futuro, em torneios de Grand Slam, dependendo do número de rondas ou da duração, a melhor de cinco sets deixe de ser disputada durante todo o torneio”.