Uma folha de papel branca, escrita com marcador e colada no poste: “Acabou o combustível”. Desde quinta-feira de manhã o lemos em vários distribuidores da Calábria. E cada placa aumenta a fila em frente à próxima instalação. Dentro dos supermercados a cena se repete entre as prateleiras: carrinhos cheios de macarrão, leite longa vida, enlatados, água. Compramos com medo de que os caminhões não cheguem mais. E o medo esvazia os departamentos antes mesmo dos atrasos nas entregas. Por enquanto ainda há mercadorias, mas as entregas começam a tornar-se uma incógnita, especialmente de fruta e outros produtos frescos.
Na Calábria a situação continua diversificada. No Conad da via Fontana Vecchia, no centro histórico de Catanzaro, as entregas foram antecipadas para quinta-feira. Agora estamos à espera de saber se chegarão outros produtos e, sobretudo, se amanhã será possível reabastecer o departamento de frutas e legumes. Um cenário semelhante também é relatado em Girifalco. Na Despar, porém, não há problemas no momento: a última entrega chegou na quinta-feira e a próxima está marcada para segunda-feira. O quadro, porém, continua ligado à evolução do protesto.
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