A França vota, Marine Le Pen pode dissipar o tabu. Boom de afluência: às 17h estava perto dos 60%

Elevada participação eleitoral hoje na Nova Caledônia, um território francês no Pacífico Sul, para o primeiro turno de uma eleição que poderá dar à França pela primeira vez um governo de extrema direita em coabitação com o presidente Emmanuel Macron. “A participação estimada às 12h00 (3h00 em Itália) foi de 32,39%. Nas eleições anteriores, em 2022, tinha sido de 13,06% e de 15,76% em 2017”, anunciou o Alto Comissário da República em comunicado. “A votação está a decorrer por larga maioria, sem incidentes e de forma segura”, acrescentou, numa altura em que a tensão continua elevada no arquipélago depois da agitação provocada pela reforma eleitoral rejeitada pelo movimento pró-independência.

Cerca de 229 mil habitantes da Nova Caledónia foram chamados às urnas para eleger dois deputados para o território francês. Quando as urnas abriram, às 7h, hora local, formaram-se longas filas em vários locais de votação em Noumea, como observou um jornalista da AFP. As urnas serão encerradas às 17h, horário local (8h na Itália). O Alto Comissário anunciou que o único incidente dizia respeito a Houaïlou, município da costa oriental do arquipélago, onde “o acesso à Câmara Municipal foi bloqueado por manifestantes que impediram a abertura das diversas assembleias de voto e, portanto, a realização da votação”. A situação “ainda não estabilizou no concelho”, prossegue a nota. Ontem à noite, a gendarmaria de Houaïlou também foi alvo de “ataques violentos, com utilização de uma bomba para danificar as instalações”.

Felipe Costa