Filomena Ferrer, freira em odor de santidade. Sua história é reconstituída nas páginas do livro por outra freira de clausura da ordem de São Francisco, Maria Francesca De Matteis.
A autora do texto “Ti presento Filomena”, de 38 anos, é formada em Direito e tem seguido a sua vocação e caminho de fé, confiando-se ao tribunal de Deus e não ao dos homens. O livro – uma história que surpreende e comove – será apresentado na capela do mosteiro de Paola por Dom Emanuele Scarpino e pelo autor amanhã às 18h.
De Matteis pesquisou extensivamente para redescobrir a magnífica figura da contemplativa mínima de Filomena Ferrer que, aos 16 anos, confidenciou aos seus pais o seu desejo de ser religiosa, encontrando forte oposição, especialmente da sua mãe. Entrou então no mosteiro das Monjas Mínimas de Valls (Espanha) na segunda metade do século XIX, aos 19 anos, distinguindo-se desde o início pela fidelidade aos seus deveres religiosos e à regra penitencial do seu fundador, São Francisco de Paula.
Ferrer trabalhou incansavelmente para construir um mosteiro da Ordem na sua cidade natal, Mora d’Ebre, com um templo expiatório adjacente.
Irmã Filomena, depois de enfrentar inúmeras dificuldades, finalmente ofereceu a sua vida a Deus como sacrifício pelo sucesso da fundação. Por isso o mosteiro, inaugurado 26 anos após a sua morte, permaneceu para sempre ligado à figura desta jovem freira que foi a base não só da construção material, mas sobretudo da espiritual que seria a comunidade das monjas Minime de Mora d’Ebre.
Suas experiências místicas estão refletidas em seus escritos, embora curtos, em particular são textos em sua maioria autobiográficos.