“A raposa e as uvas” é uma das fábulas mais famosas da história da humanidade, atribuída ao grego Esopo. Como todos os contos de fadas, “a raposa e as uvas” também tem uma moral, um ensinamento que surge através de uma metáfora que, no entanto, nem todos compreendem. Acima de tudo, quem gosta de fazer política e, principalmente, quem faz política nas nossas latitudes não o compreende. Esopo, de facto, ao descrever a atitude da raposa (quantos políticos italianos se consideram estrategas subtis e mais astutos que a raposa…) detalha a reacção daqueles que, perante uma derrota, afirmam nunca ter desejado a vitória e o prémio que não obtiveram. «As uvas estavam azedas», dirá a raposa depois de não as poder comer; «o candidato ainda não está maduro», dizem os nossos maravilhosos políticos. Em suma, a realidade está inclinada aos (seus) desejos; na verdade, não há mais uma realidade com a qual lidar, mas apenas uma ficção boa para cada ocasião.
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