Defesa, acordo Itália-Alemanha: cooperação reforçada contra ameaças à OTAN

Itália e Alemanha reforçam a cooperação no domínio da segurança e defesa, visando um resposta conjunta às ameaças à segurança euro-atlântica e à consolidação da Pilar europeu da NATO. Isto é o que emerge do acordo sobre cooperação reforçada em matéria de segurança, defesa e resiliência assinada pelo Primeiro-Ministro Giorgia Meloni e a chanceler alemã Friedrich Merz no final de Cimeira intergovernamental Itália-Alemanha.

Porquê agora: a mudança de fase com a nova Chancelaria Alemã

O acordo surge numa fase de redefinição dos equilíbrios europeus, marcada pelo início do novo Chancelaria Merz, que marca uma mudança de ritmo em relação ao passado na frente de defesa comum, indústria estratégica e papel geopolítico da Alemanha. Neste contexto, Roma e Berlim estão a tentar reforçar a coordenação bilateral para ter um maior impacto nas escolhas estratégicas da União Europeia e da NATO.

Dissuasão da OTAN e prontidão defensiva da UE

No documento, que não é juridicamente vinculativo e não constitui um tratado internacional, os dois países reafirmam seu compromisso com reforçar a dissuasão e a defesa da OTAN, promovendo ao mesmo tempo uma maior prontidão defensiva da União Europeia. O acordo insere-se num quadro internacional marcado por tensões crescentes e pela necessidade de respostas coordenadas entre aliados.

Segurança económica e matérias-primas críticas

Juntamente com as questões militares, o acordo dedica amplo espaço à segurança económica e cadeias de abastecimento. Itália e Alemanha, aproveitando a Quadro regulamentar da UE e os esforços conjuntos de G7, estão empenhados em garantir o acesso a matérias-primas críticas, consideradas essenciais para tecnologias estratégicas, a transição energética e numerosos setores industriais de utilização intensiva de tecnologia.

Felipe Costa