Almasri: prisão em janeiro na Itália, depois controversa repatriação. Do mandato não executado do TPI à investigação de membros do governo

Osama Njeem Almasri foi detido pela polícia italiana no dia 19 de janeiro em Turim, em execução de um mandado de detenção emitido pouco antes pelo Tribunal Penal Internacional por crimes de guerra e crimes contra a humanidade.

Na capital de Turim, juntamente com três compatriotas, acabara de assistir a um jogo da Juventus. Dois dias depois, o comandante da polícia judiciária líbia foi libertado – prisão considerada nula e sem efeito porque ocorreu sem consulta prévia ao Ministério da Justiça – e repatriado em avião estatal para Trípoli, onde foi recebido pelo júbilo dos seus homens no aeroporto de Mitiga.

Almasri fazia parte da Rada, as Forças Especiais de Dissuasão, uma milícia criada para combater as forças de Gaddafi e que em 2012 começou a construir um centro de detenção na base de Mitiga que se tornou a maior prisão do oeste da Líbia.

Os crimes alegados contra o homem pelo TPI teriam ocorrido ali. Por terem libertado o comandante da prisão e o trazido de volta à Líbia, o subsecretário Alfredo Mantovano, os ministros Carlo Nordio e Matteo Piantedosi foram incluídos no cadastro de suspeitos.

Na passada quarta-feira o Tribunal de Ministros encerrou a investigação após a votação de 9 de outubro na Câmara que negou os pedidos de autorização para proceder contra os três governantes.

Felipe Costa