ATM Messina, greve recorde: “Mais de 80% de participação. Não pedimos dinheiro, mas sim respeito e dignidade”

Uma adesão próxima do total no setor da borracha e superior a 80% nos sistemas fixos. Este é o balanço, definido como “um sucesso sem precedentes” pelos sindicatos FILT CGIL, UIL Trasporti, Faisa Cisal e Orsa Trasporti, da greve que hoje paralisou o serviço local de transportes públicos em Messina.

Os números fornecidos pelas organizações sindicais reflectem um protesto massivo: na área das rodas, cerca de 60 dos 70 turnos foram cancelados, um sinal de participação quase total dos motoristas. Não menos significativos são os dados provenientes das oficinas e do sector da manutenção, onde a abstenção do trabalho ultrapassou largamente os 80%.

Um protesto “humano”, não político

Não se trata de uma batalha pela carteira, nem de um ataque político face à dinâmica administrativa: “Esta mobilização não tem conotação política: o protesto surge exclusivamente da necessidade de exigir respeito e dignidade, primeiro como pessoas e depois como trabalhadores.

Os sindicatos reivindicam com orgulho o papel que desempenharam na recuperação da ATM. Se hoje a empresa é sólida – sublinham – é também devido aos sacrifícios e ao contributo dos trabalhadores que agora, no entanto, pedem para não serem mais ignorados ou tratados com arrogância.

O simbolismo do 5 de Maio e o alerta à política

A escolha da data não foi deixada ao acaso. O dia 5 de maio evoca memórias napoleônicas para enviar uma mensagem não tão sutil aos líderes das empresas: “Lembrem-se de alguém que acreditou ser invencível, agiu com arrogância e acabou sendo forçado ao exílio”.

Um alerta que serve de convite para depormos as armas e procurarmos uma solução partilhada. Ao mesmo tempo, a greve envia um sinal à futura administração política. Quem se sentar no Palazzo Zanca deverá levar em consideração as solicitações de quem garante todos os dias a mobilidade urbana.

Rumo à segunda fase: a greve de 8 horas está pronta

A tensão continua muito alta. Apesar do sucesso de hoje, os sindicatos não pretendem parar. Já foi anunciada a segunda fase da mobilização, que incluirá uma paralisação de oito horas. A bola agora está do lado da empresa: os trabalhadores aguardam uma convocação oficial para verificar se há espaço para uma verdadeira mediação. Contudo, a posição dos sindicatos permanece firme: até que o objectivo de respeitar a dignidade do trabalhador seja alcançado, a mobilização continuará inabalável.

Felipe Costa