Catanzaro, os números de uma safra mágica

Os números não transmitem emoções, mas conseguem enquadrar bem uma temporada, ainda mais quando esta é de altíssimo nível como a de Catanzaro. De Iemmello a Aquilani, de Pigliacelli a Pittarello, entre os que contribuíram para conseguir um gol na Série A não há quem se limite a aparecer. O primeiro é o treinador, que assinou o novo recorde de vitórias do Giallorossi em uma única temporada na Série B: 18 em 43 jogos, sendo 15 no campeonato e três nos playoffs. O fio condutor que une esta temporada às três anteriores (em B e C) é Iemmello: com os dois gols contra o Palermo na semifinal, o capitão se tornou o artilheiro pelo quarto ano consecutivo, superando por pouco Pittarello: 13 gols a 12, depois Catanzaro com dois jogadores de dois dígitos.
Iemmello e Pittarello são os homens com maior expectativa de gols, ou seja, os gols esperados com base nas chances: 15,35 para o capitão, 14,10 para o atacante veneziano. Ficando nos individuais, Pigliacelli é o jogador mais presente: 42 dos 43 jogos da Série B (excluindo outro da Copa da Itália), 4.161 minutos em campo com 104 defesas e 12 jogos sem sofrer golos, incluindo três nos playoffs.
Em segundo lugar em jogos e minutos (41 partidas, 3.831′) está Favasuli com um desempenho sempre muito alto. O extremo calabreso que hoje enfrenta o primeiro amigável do Nacional A frente ao Luxemburgo cruzou mais do que qualquer outro (quase 100 vezes) e tem cinco assistências (não poucas), apenas a terceira por saques vencedores: o primeiro lugar vai para Iemmello, que fez dez, o segundo com sete pertence a Pontisso, que é no entanto quem criou mais oportunidades de golo (69).
Para as assistências esperadas, Iemmello deveria ter assinado apenas 4,72: significa que para chegar às dez ele praticamente inventou muitas delas com magia. Cassandro é o defesa mais incisivo com golos (quatro) e assistências (três), sendo o reforço de inverno Esteves o jogador menos utilizado (78 minutos). Antonini, com quase 91%, é quem mais completou passes e venceu mais duelos (63%), contando quem disputou mais de 15 partidas (caso contrário, Bashi está na liderança com 74%, mas só foi visto em campo sete vezes). Para o brasileiro também há o maior número de folgas defensivas (o único acima de 220), Pontisso é o jogador com mais bolas jogadas (pouco menos de 2.600). Pittarello chutou mais que todos tanto no geral (85) quanto entre as trave (33) e é, como no ano passado, quem mais cometeu (63) e sofreu (97) faltas.
Em equipe, como o Monza, Catanzaro mandou 20 jogadores diferentes para a rede (nenhum mais). Dos 70 gols marcados (nunca tantos na Série B da história dos Giallorossi), 16 foram de cabeça, o primeiro deles junto com o Empoli. Os 26 gols em bolas paradas são o segundo melhor resultado, atrás de Frosinone (assim como os 13 em escanteios). A taxa de aproveitamento de 12% é a mais alta do torneio. Quanto à magia, não há número que importe: é imensurável, independentemente do final.

Felipe Costa