O problema “Marulla” ainda paira sobre o futuro próximo dos Lobos. As recentes declarações do autarca Franz Caruso trouxeram para o centro das atenções um tema nada secundário, porque aspectos administrativos, logísticos e desportivos se cruzam em torno do recinto de jogo e correm o risco de ter impacto direto na próxima época. O confronto entre o Município e a empresa já foi retomado. Impôs-se com força em cena a emissão da autorização, documento essencial para a realização de jogos em casa no estádio da via degli Stadi. Caso o clube não recolha, necessariamente terá que procurar.
Qualquer utilização de soluções alternativas representaria uma dificuldade adicional: custos adicionais, inconvenientes organizacionais e perda do fator de campo. O meio ambiente pede ao Palazzo di Bruzi que vete o pedido, que a empresa da via Conforti, por sua vez, já solicitou nas últimas horas. Agora, o “balão” passa para o prefeito e os gestores responsáveis, que continuam a analisar a documentação.
O Município está a verificar a existência das condições técnicas e legais necessárias à concessão da autorização, com base no que já foi manifestado durante a reunião do conselho público de abril. Os gabinetes técnicos estão a trabalhar para apurar a ausência de incumprimentos económicos por parte da empresa e verificar a compatibilidade das intervenções previstas com a utilização da central. Obviamente esperamos decisões rápidas, pois lembramos que as inscrições para o campeonato deverão ser entregues até o dia 16 de junho. Entre trabalhos a planear, questões estruturais e tempos a esclarecer, o clube corre o risco de ter de montar a próxima época num quadro cada vez mais incerto.
Antes mesmo de pensar em montar o time, é preciso entender onde e em que condições ele irá jogar. A instalação, de facto, será alvo de intervenções de requalificação, com as duas curvas mais próximas do campo de jogo. As obras, em qualquer caso, não interferirão no regular desenvolvimento do campeonato. No entanto, o momento e os métodos ainda precisam ser esclarecidos. Na verdade, ainda não se sabe o início exato das obras e sem um calendário preciso, o risco é o de nos aproximarmos do início do campeonato com possíveis repercussões na programação da empresa e no já difícil relacionamento com o público. A questão do estádio assume um valor que vai além do aspecto infraestrutural. Cosenza aguarda respostas concretas.