Chega a Messina “La Corte dei Miracoli”, um balé-ópera com homenagem à obra-prima de Riccardo Cocciante “Notre Dame de Paris”. Uma nova encenação da Companhia Marvan, com direção artística de Mariangela Bonanno e direção de Valerio Vella, que dá vida a um espetáculo de dança intenso e evocativo, inspirado nos filmes de animação de Walt Disney “O Corcunda de Notre Dame” e no famoso musical de Riccardo Cocciante. O encontro é para os dias 14, 15 e 16 de novembro no Teatro Vittorio Emanuele de Messina.
Uma história visual e musical que explora a força dos sentimentos, a liberdade e a beleza que vem da diversidade. Em palco, os bailarinos da Companhia Marvan e os jovens talentos da escola Studio Danza alternam-se em coreografias envolventes, enriquecidas pelas vozes de Marco Mondì e Denise Truscello e pela extraordinária participação do cantor Marco Vito.

Através de um jogo inteligente de videomapping, luzes e cenografia, o espetáculo transforma o palco num lugar suspenso entre o sonho e a realidade, onde a dança e a música contam uma história de amor, coragem e redenção. O espetáculo se inspira na atmosfera gótica da catedral de Notre Dame e nos personagens que povoam não só a história de Victor Hugo, mas também aqueles retratados nos filmes de animação de Walt Disney. A união da dança, da música com o canto ao vivo e das imagens projetadas em mapeamento sobre uma cenografia imponente cria uma estrutura narrativa que combina sugestões cinematográficas e musicais, com um olhar contemporâneo sobre a tradição do teatro musical. O espectador será conduzido a um mundo povoado por personagens icônicos como Quasimodo, Esmeralda, Frollo e Febo, cujas tramas são reinterpretadas por meio de coreografias e narração cantada. Uma nova visão da famosa história onde a diversidade encontra desta vez a sua aceitação mais atual.
A “Companhia Marvan” nascida da experiência de Mariangela Bonanno, tem como objectivo desenvolver uma nova força performativa através da procura de uma linguagem coreográfica baseada na sólida técnica dos seus integrantes e na criatividade dos coreógrafos que constroem espetáculos de grande impacto emocional.
O enredo
Em 1482, em Paris, o juiz Frollo, obcecado pelo medo do “diferente”, embosca um grupo de ciganos, matando uma mulher no ato de proteger seu filho deformado. Ele é salvo pelo arquidiácono de Notre-Dame que adota o recém-nascido – Quasimodo – e o cria, isolando-o dos perigos dentro da torre sineira. Com o passar do tempo, a criança, que se tornou menino, foge da solidão criando amizades imaginárias com as estátuas de pedra da catedral, as gárgulas e as estatuetas que ele mesmo esculpe, mas, cansado daquela vida, decide rebelar-se contra o isolamento participando da “Festa dei Folli” na praça, entre gente e artistas de rua de origem cigana; porém durante o evento ele é ridicularizado pelo povo por sua deformidade e sofre a humilhante coroação como “Rei dos Tolos”. Apenas a bela cigana Esmeralda sente pena dele, mas é combatida por Frollo, que odeia a sua linhagem, sendo assim forçada a refugiar-se na catedral onde encontrará conforto numa oração pagã e na amizade sincera de Quasimodo que se apaixona por ela. O capitão da guarda Febo, por ordem de Frollo, recusa-se a prender a jovem que pedia asilo, despertando a ira do Juiz que está perturbado por uma obsessão mórbida pela menina que consegue escapar com a ajuda de Quasimodo. Frollo, enfurecido, desencadeia uma caçada implacável contra Esmeralda e todos os ciganos, prometendo encontrá-los onde quer que se refugiem. Febo se rebela contra esse ato e é ferido durante seu motim, mas Esmeralda salva sua vida com um talismã e o leva para um local seguro dentro da catedral. Aqui Quasimodo intercepta a cumplicidade que surgiu entre os dois, atraindo primeiro uma grande tristeza, mas finalmente um sentimento de esperança para o futuro em que algo pode acontecer para ele também.
Esmeralda se reencontra com seu povo em um esconderijo chamado “A Corte dos Milagres”. Quasimodo, temendo que Frollo encontre os ciganos, tenta avisá-los antecipando-se aos guardas. Mas ao chegar ao destino cai na armadilha preparada pelo juiz que desencadeia uma briga entre soldados e ciganos. Esmeralda é condenada à fogueira, acusada de bruxaria, mas Quasimodo a salva provocando uma revolta do povo liderado por Febo. Frollo tenta matar os dois, mas sucumbe na luta cercado pelo fogo que provocou. Terminada a batalha, Quasimodo aceita o amor entre Febo e Esmeralda e é finalmente recebido por todos os celebrantes. Aqui, durante um ato de circo, ele avista um fascinante equilibrista com quem uma terna relação surgirá no júbilo de uma Paris libertada.