Cosenza, corpo de um paciente falecido no hospital Annunziata exumado. Dois suspeitos

A exumação. O promotor Vincenzo Capomolla ordenou a exumação do corpo de uma mulher de Tarsia que morreu em 26 de março após hospitalização. O chefe da magistratura investigadora ordenou a realização do exame de autópsia, confiando a tarefa aos médicos forenses Berardo Cavalcanti e Vannio Vercillo. A necropsia foi realizada ontem e o corpo foi devolvido à família.
A ação judicial ocorreu em decorrência da denúncia apresentada pelos familiares da mulher, que faleceu no serviço de Pneumologia, após o funeral. O relatório dos consultores do Ministério Público deverá apurar se existe nexo de causalidade entre a morte da paciente e a conduta negligente da equipe médica que a atendeu. Por esse motivo, foram adquiridos prontuários médicos e amostras biológicas. O Judiciário quer verificar através da análise cruzada de todos os dados se tudo o que foi possível foi feito para evitar a morte. Os familiares do falecido são assistidos por peritos que participaram da autópsia. O advogado envolvido na proteção dos direitos da família do paciente é o advogado Giovanni Ferrari, enquanto os dois médicos que acabaram no registo de suspeitos – ação necessária face a atos irrepetíveis como a autópsia – são coadjuvados pelo advogado Pasqualino Maio.
Nos próximos dias, serão entrevistados médicos e enfermeiros do serviço hospitalar para reconstruir todas as fases que antecedem a morte. O objetivo era verificar se as orientações aplicadas eram adequadas à patologia manifestada pelo paciente. São perfis técnico-sanitários que Cavalcanti e Vercillo deverão comentar na redação final da consultoria. O documento, fundamental para o desfecho da investigação, será entregue aos magistrados de instrução no prazo de 90 dias.

Felipe Costa