Efeito trégua: os mercados brindam ao acordo EUA-Irão. O euro levanta a cabeça, o dólar fraco

O anúncio de um cessar-fogo de duas semanas entre Washington e Teerão, ligado à reabertura estratégica do Estreito de Ormuz, desencadeou uma onda de euforia nos mercados financeiros globais. O desaparecimento, pelo menos temporariamente, do espectro de um conflito energético em grande escala levou os investidores a abandonar os portos seguros e a apostar novamente no risco.

O sinal mais marcante vem do setor energético. Com a perspectiva de restabelecimento dos fluxos de petróleo bruto através do Estreito de Ormuz, os preços do petróleo sofreram um verdadeiro colapso: o WTI perdeu 14,42%, caindo para 96,63 dólares por barril. O Brent deixa 13% no chão, sendo negociado a 95,06 dólares. Um suspiro de alívio para as economias importadoras, que vêem o pesadelo de um choque inflacionário resultante da diminuição dos custos dos combustíveis.

Os mercados financeiros reflectem o optimismo diplomático: os mercados bolsistas asiáticos fecham em território positivo, enquanto os futuros na Europa e em Nova Iorque sinalizam aberturas em forte aumento. O dólar perde força, atingindo o mínimo de um mês em relação ao iene (158,34). O euro aproveita esta situação, subindo para 1,1685 em relação ao dólar (+0,77%). A libra e o franco suíço também se fortaleceram significativamente.

Felipe Costa