Há quase dois anos foi o governador Roberto Occhiuto quem jogou a pedra na lagoa: «A Calábria talvez tenha prefeitos demais. Uma das reformas que deveríamos pensar em fazer nesta região é a da arquitetura institucional. Ter municípios com tão poucos habitantes torna ainda mais complexo o exercício de funções no interesse dos cidadãos.” Uma proposta importante, em alguns aspectos disruptiva, mas que caiu em ouvidos surdos. Agora, meses depois, o debate sobre uma reforma da arquitectura institucional parece estar a ganhar força.
Graças à campanha eleitoral, especialmente a que está em curso nas pequenas cidades, a questão que se repete é a seguinte: como podem tantos pequenos municípios continuar a sobreviver num quadro cada vez mais complexo e complicado de um contexto geopolítico no mínimo instável? Uma redução do número de administrações locais, com o objectivo de apoiar a sua sustentabilidade, poderia contribuir para a produção de orçamentos economicamente “sólidos”. Por outro lado, um país inchado com dívidas a todos os níveis institucionais, incapaz de equilibrar as suas contas económicas e de garantir os seus serviços aos seus cidadãos, deve encontrar uma solução estrutural bem pensada. Muitos municípios, especialmente aqueles com menos de 5 mil habitantes, continuam a ter orçamentos cada vez mais frágeis ou insustentáveis.
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