Gás e eletricidade, para um em cada seis calabreses a sombra da pobreza energética

Num mês de guerra no Médio Oriente o mundo mudou. Agora tudo é diferente, a nossa forma de pensar, de viver, de ganhar a vida. Até o medo não é mais o mesmo. Acreditávamos ter encontrado serenidade após dois anos de escuridão sob as garras da pandemia e do conflito na Ucrânia. E, em vez disso, as bombas nos países do Golfo trouxeram-nos de volta a uma terra insegura e sangrenta. Agora nada é mais dado como certo e as feridas causadas pelo ódio não são apenas as que permanecem nas paredes dos edifícios destruídos pelas bombas. Há sinais ainda mais marcantes, vislumbres do desconforto que afunda, sobe, ressuscita e raspa o tecido económico. A Itália está a sofrer, a lutar, a crise do petróleo e o bloco exportador tornaram-na mais frágil e vulnerável. Os preços da electricidade e do gás estão a subir, enquanto os da gasolina e do gasóleo permanecem constantemente elevados. E, no fundo, paira a sombra da pobreza energética que em Itália afecta cerca de 5,3 milhões de italianos, o equivalente a 2,4 milhões de famílias.
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Felipe Costa