Gols de Pulisic, Maignan novamente um herói defende pênalti: Milan aproveita, amaldiçoa o clássico do Inter

Inter de Milão 0-1
GOLS: 9′ Pulisic.
INTER (3-5-2): Verão 5,5; Akanji 5.5, Acerbi 6 (40’st Esposito sv), Bastoni 6; C. Augusto 5, Barella 5,5 (40′ st Diouf sv), Calhanoglu 5 (33′ st Zielinski sv), Sucic 5,5, Dimarco 6; Thuram 6,5, L. Martínez 5 (21’st Bonny 5,5). No banco: Calligaris, J. Martínez, Alexiou, Bisseck, Cocchi, De Vrij, Frattesi, L. Henrique. Treinador: Chivu 5.5.
MILÃO (3-5-2): Maignan 8; Tomori 6,5, Gabbia 7, Pavlovic 5,5; Saelemaekers 6,5, Fofana 6,5 ​​(33’st Ricci sv), Modric 7, Rabiot 6,5, Bartesaghi 6,5; Pulisic 7,5 (33’st Nkunku sv), Leão 6 (41’st Loftus-Cheek sv). No banco: Pittarella, Terracciano, De Winter, Estupiñan, Odogu, Jashari. Treinador: Allegri 6.5
ÁRBITRO: Sozza di Seregno 5.5
NOTAS: céu nublado, terreno em bom estado. Maignan defende pênalti de Calhanoglu aos 29 minutos. Reservado: Leão, Calhanoglu, Pavlovic. Cantos 10-1. Recuperação 3′ ponto, 5′ ponto.

O céu sobre o Milan está mais uma vez tingido de vermelho e preto: o clássico pertence ao Milan, o Inter lambe as feridas de mais uma oportunidade perdida. Um flash de Pulisic no segundo tempo foi suficiente para os rossoneri levarem a melhor sobre os primos nerazzurri, que acertaram duas trave e desperdiçaram o empate com Calhanoglu, que perdeu outro pênalti pesado e foi hipnotizado por Maignan. Guarda-redes que defende e atacante que marca, pode-se dizer usando um conhecido ditado futebolístico, a equipa de Allegri passa assim para -2 atrás da solitária líder Roma, enquanto os homens de Chivu têm de se questionar para o terceiro confronto direto perdido em quatro, dos quais dois foram disputados em casa. Além disso, a sequência sem sucesso no clássico se estende a seis e é preciso voltar ao período entre 2002 e 2005 para encontrar uma sequência igualmente longa. Num San Siro lotado (com receita de 8,6 milhões de euros, recorde da Série A), apesar do frio extremo, o Inter partiu para a frente, um cabeceamento de Thuram aos três minutos aqueceu imediatamente as luvas de Maignan que respondeu logo.

A pressão do Inter, porém, pouco ou nada leva, aliás são os rossoneri que aparecem com um chute de pé esquerdo de Bartesaghi que sai ao lado. Uma oportunidade que, no entanto, aumenta a confiança dos homens de Allegri, que procuram mostrar-se com maior convicção no meio campo do Inter. O Inter tenta abrir o placar com uma de suas melhores armas, as cobranças de falta, e Acerbi chega perto de sair na frente com uma cabeçada de escanteio que acerta a trave. Os nerazzurri tentam então contar com Lautaro, mas no seu remate de pé direito servido por Thuram, a resposta de Maignan é soberba e com um grande reflexo salva-se também com a ajuda do poste, o segundo do Inter. O Milan responde com um chute de pé direito de Pulisic, que passa pela trave à esquerda de Sommer. Na segunda parte o guião não mudou, com os nerazzurri a tentarem imediatamente desafiar Maignan com um remate de pé direito de Thuram demasiado central. Mas na primeira oportunidade foi o Milan quem abriu o marcador: Saelemaekers voou, um remate de pé direito bloqueado por Sommer e Pulisic colocou os rossoneri à frente a dois passos com a baliza desprotegida. O Inter tenta reagir, uma batida de bateria leva Bastoni a chutar alto em boa posição. A partida se desenrola e o ritmo aumenta, pois os nerazzurri elevam o centro de gravidade e o Milan tem um contra-ataque potencialmente perigoso a cada bola recuperada. Chivu tenta dar mais um choque ao seu time, até mesmo retirando Lautaro Martinez para inserir Bonny. Mas a equipa de Allegri ainda aparece na área de Sommer, num remate de pé direito de Fofana que desta vez o suíço não comete erros. A partida pode mudar pouco depois, quando uma pisada de Pavlovic sobre Thuram leva Sozza, após revisão do VAR, a conceder pênalti ao Inter: o ex-Calhanoglu sai de pênalti, mas é hipnotizado por Maignan. Os nerazzurri continuam a empurrar, Akanji a dois passos de um escanteio não consegue encontrar o desvio certo. Do banco, Chivu procura outra jogada, mudando para o tridente com Bonny, Esposito e Thuram num 4-3-3, enquanto Allegri se cobre retirando Leão para reforçar o meio-campo com Loftus-Cheek. A bola certa parece cair para Bonny, mas o francês chuta mal pela borda. Mas é a última chance: o clássico ainda pertence ao Milan que sonha cada vez mais alto.

Felipe Costa