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Os Estados Unidos e o Irão poderão chegar hoje a um acordo para acabar com a guerra no Médio Oriente. O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, confirmou isto, enquanto Teerão insistiu que o acordo não limitará o seu programa nuclear. Washington e Teerão observam um cessar-fogo desde 8 de abril, enquanto os mediadores trabalham numa solução negociada. Entretanto, o Irão mantém controlos sobre o tráfego naval no Golfo e os Estados Unidos continuam o seu bloqueio aos portos iranianos. Durante uma visita à Índia, Rubio disse aos repórteres: “Acho que talvez nas próximas horas o mundo possa receber boas notícias”.
Declarações de Trump e Rubio sobre energia nuclear
As palavras do chefe da diplomacia norte-americana surgiram depois de o presidente norte-americano, Donald Trump, ter escrito nas redes sociais que o acordo “foi amplamente negociado, sujeito a finalização entre os Estados Unidos da América, a República Islâmica do Irão e vários outros países”. Rubio explicou que o acordo iniciaria “um processo que poderia nos levar aonde o presidente quer ir, ou seja, a um mundo que não precise mais temer ou se preocupar com uma arma nuclear iraniana”.
Reabertura do Estreito de Ormuz e adiamento das negociações
A mensagem publicada por Trump destacou também a reabertura do Estreito de Ormuz, um desenvolvimento que aliviaria as tensões nos mercados energéticos após o longo bloqueio iraniano a uma rota marítima que em tempos normais transporta cerca de um quinto das exportações mundiais de petróleo. As autoridades iranianas confirmaram a existência de um projecto de acordo, especificando, no entanto, que, contrariamente aos pedidos anteriores dos EUA, as discussões sobre o controverso programa nuclear iraniano seriam adiadas por 60 dias após o possível acordo.
Detalhes do projeto e consultas internacionais
Segundo a agência iraniana Fars, Washington concordou em libertar parte dos fundos iranianos congelados no estrangeiro por sanções internacionais e em pôr fim ao bloqueio naval contra navios com destino aos portos iranianos. Em troca, “de acordo com este projecto, a passagem pelo Estreito de Ormuz regressaria aos níveis anteriores à guerra sob gestão iraniana”. A Fars também argumenta que as sanções ao petróleo, gás, produtos petroquímicos e derivados seriam temporariamente suspensas durante o período de negociação, permitindo ao Irão vender livremente os seus produtos.
Ontem, Trump participou numa chamada telefónica com os líderes da Arábia Saudita, dos Emirados Árabes Unidos, do Qatar, do Egipto, da Jordânia e do Bahrein, bem como com representantes da Turquia e do Paquistão, para discutir o acordo. O Paquistão, que acolheu negociações diretas entre as delegações americana e iraniana em abril, espera organizar uma nova ronda de conversações “muito em breve”, disse o primeiro-ministro Shehbaz Sharif. Fontes da Al Arabiya falam de um encontro já na agenda para 5 de junho. Trump também informou que um telefonema separado com o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, “correu muito bem”.