Horcynus Summer School, a quarta edição dedicada à conservação e restauração da arte contemporânea começa em Messina

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Arrancou ontem a quarta edição da Horcynus Summer School – Conservação e restauro de obras de arte contemporânea, agendada até 1 de agosto nos espaços da Fundação Horcynus Orca, em Capo Peloro, e em alguns espaços culturais e universitários da cidade de Messina. A Escola de Verão oferece um curso intensivo e interdisciplinar dirigido a jovens profissionais, académicos, restauradores, historiadores de arte e operadores de património cultural. A programação entrelaça palestras, seminários, atividades de diagnóstico, workshops e visitas guiadas, abordando as principais questões teóricas, científicas e éticas relacionadas com a conservação de obras de arte dos séculos XX e XXI.

Todos os encontros incluídos no programa, com exceção dos workshops e visitas guiadas, são abertos ao público e podem ser assistidos gratuitamente até que estejam disponíveis todos os lugares disponíveis. A Summer School abriu ontem com a inscrição dos participantes e a apresentação da quarta edição, seguida de um estudo inicial aprofundado dedicado à instabilidade material e à responsabilidade ética na proteção da arte contemporânea. Ao longo das duas semanas, as contribuições para seminários e workshops serão alternadas.

Os temas abordados incluem a conservação como prática de conhecimento, a abordagem diagnóstica integrada ao estudo dos materiais, as técnicas de imagem e espectroscopia, as intervenções em artefactos metálicos contemporâneos, a monitorização biológica e aerobiológica do património cultural, a relação entre conservação, investigação crítica e responsabilidade institucional. Será também reservado um amplo espaço ao diálogo entre a arte contemporânea, a sociedade e o território, através de encontros dedicados às novas economias da cultura, às experiências museológicas e às estratégias de reutilização adaptativa do património arquitetónico.

Entre os eventos abertos ao público, as contribuições de Luciano Pensabene, restaurador e conservador especializado em arte moderna e contemporânea, curador da Coleção Peggy Guggenheim em Veneza desde 2012, dedicado às questões teóricas, metodológicas e éticas da conservação da arte contemporânea, e as de Marco Bazzini, historiador e crítico de arte, professor e curador, diretor científico do Arquivo Emilio Isgrò e ex-diretor do Centro Pecci de Prato, enfocam o papel das instituições e da as coleções, na relação entre conservação e interpretação da obra e no caso da porta de Emilio Isgrò. O seminário de Stefania Agnoletti, restauradora do Opificio delle Pietre Dure em Florença, também está ligado a este último tema, que se aprofundará nas intervenções de conservação em artefactos metálicos modernos e contemporâneos e apresentará alguns estudos de caso, até ao enfoque específico na restauração da porta Isgrò presente no Museu MACHO.

Os eventos incluem ainda o seminário de Marco Meneguzzo, historiador e crítico de arte contemporânea, professor e curador, dedicado ao colecionismo e ao mercado global de arte. As atividades decorrerão maioritariamente no Salão Consolo da Fundação Horcynus Orca, no edifício do antigo Campo de Tiro da Torre Faro. Algumas reuniões serão realizadas no campus universitário UniME Papardo.

A Escola de Verão terminará no sábado, 1º de agosto, com uma discussão final e entrega de certificados. A Horcynus Summer School é promovida pela Fundação Horcynus Orca e pela Fundação MeSSina – Instituição Filantrópica, no âmbito do projeto Meditechnè, com o apoio do programa Laboratório de Criatividade Contemporânea promovido pela Direção Geral de Criatividade Contemporânea do Ministério da Cultura.

Felipe Costa