O vídeo do ministro da Segurança Nacional de Israel, Itamar Ben-Gvir, celebrando o primeiro sim no Knesset à lei da pena de morte para terroristas, oferecendo doces, causou sensação. O exultante líder da extrema direita messiânica é filmado perambulando pelos corredores do Parlamento com uma bandeja de doces, oferecendo-os e reivindicando em voz alta o resultado da Câmara. “O Poder Judaico (Otzma Yehudit, do qual Ben-Gvir é o líder) está a caminho de fazer história”, escreveu o ministro no X, postando o vídeo.
⚡️APENAS EM:
O Knesset de Israel aprovou o projeto de lei sobre a execução de detidos palestinos em primeira leitura; são necessários mais dois para se tornar lei.
Após a votação, o ministro da Segurança Nacional, Itamar Ben-Gvir, distribuiu baklava para comemorar.
O projeto abre caminho para execuções em massa… pic.twitter.com/Aa9F897gcz
– Notícias suprimidas. (@SupprimidoNws1) 11 de novembro de 2025
Ontem à noite, o polêmico projeto de lei promovido pelo colega parlamentar Limor Son Har-Melechda foi aprovado em primeira leitura com 39 votos a favor e 16 contra. O projeto legislativo prevê a pena de morte para aqueles que matam israelitas por razões de “racismo” e “com o objetivo de prejudicar o Estado de Israel e o renascimento do povo judeu na sua terra”.
Os opositores salientaram que, assim redigido, aplicar-se-ia apenas aos árabes que matam judeus e não aos terroristas judeus. Em Israel, a pena de morte está formalmente em vigor, mas só foi aplicada uma vez, em 1962, no caso de Adolf Eichmann, um dos “arquitectos” do Holocausto.
Hamas: ‘lei da pena de morte é criminosa e racista’
O Hamas considera a aprovação em primeira leitura pelo Knesset, o parlamento israelita, da lei que prevê a pena de morte para terroristas “uma extensão da abordagem racista e criminosa do governo sionista e uma tentativa de legitimar o assassinato organizado em massa de palestinianos”. Isto foi afirmado pela facção islâmica num comunicado transmitido pelo canal de televisão do Catar Al Araby. O movimento apela à comunidade internacional, às Nações Unidas e às organizações de direitos humanos para “condenarem esta legislação perigosa, imporem sanções dissuasoras à entidade sionista desonesta e pressionarem pela sua retirada”.