Primeiro a promessa, depois as lágrimas. Flavio Cobolli já havia dito tudo na véspera, confiando nas redes sociais um pensamento que ia além do tênis. Após a vitória sobre o Kopriva, o tenista romano dedicou o sucesso a Mattia Maselli, o menino de 13 anos falecido poucas horas antes. E em campo, contra Alexander Zverev, essa promessa se tornou realidade.
A dedicatória após Kopriva: “Vou jogar para você”
Na mensagem publicada após a rodada anterior, Cobolli escolheu palavras cheias de carinho, lembrando Mattia Maselli como um menino alegre, cheio de energia e com muita vontade de aprender. Um pensamento contínuo, transformado numa promessa precisa: levá-lo consigo em cada ponto disputado, em cada passo dado em campo.
Um vínculo que surge do cotidiano da escola de tênis e que, de repente, se transforma em algo maior, impossível de deixar fora da quadra.
O gesto para o céu e o choro
Ao final da vitória na semifinal, Cobolli não consegue conter a emoção. Ele aponta para o céu, depois cobre o rosto com a toalha e começa a chorar. É o momento em que tudo para: a final vencida, o público, o resultado.
Resta apenas esse pensamento, dirigido a Mattia Maselli, jovem competidor falecido tragicamente, que acompanha o tenista até no dia da sua conquista desportiva.
A final fica em segundo lugar
A nível técnico, a vitória sobre Zverev valeu ao Cobolli o acesso à fase final do torneio de Munique. Um desempenho sólido, que confirma o crescimento do romano no circuito.
Mas num dia como este, o ténis é importante até certo ponto. Porque cada ponto disputado já tinha um significado diferente. E aquela promessa, feita no dia anterior, ficou lá, cumprida até o último tiro.