Itália “sem fim”, a terceira saladeira é trazida para casa pelo casal ‘sobressalente’. Existe vida mesmo além do planeta Sinner

“Sem fim”. A falecida dama da música sem dúvida teria escolhido esta sua obra-prima como trilha sonora do terceiro sucesso consecutivo da Itália no tênis na Copa Davis. Vamos repetir juntos, só para que seja eterno: terceiro sucesso consecutivo. É por isso que, como diria Ornella Vanoni, esta Itália é “Sem fim”. Mesmo com os melhores potros do estábulo fora de ação ou coxos – Jannik Sinner e Lorenzo Musetti – o time dos sonhos italiano é assustador. É claro que mesmo nesta circunstância os detratores e os insaciáveis ​​poderiam afiar a língua, talvez argumentando que a Copa Davis não é mais a mesma e que vencê-la não é tão difícil como no passado. Sim, justamente eles, que não sentiam que o Salad Bowl era deles nem nas esmagadoras edições anteriores, porque o vencedor era um meio alemão como Sinner (esse mesmo Sinner acusado de ter renunciado à sua Itália ao recusar a convocação). Bastaria lembrar-lhe que vencer seria mais fácil também para os outros: da Espanha de Alcaraz à Sérvia de Djokovic, passando pela Alemanha de Zverev. Porém, a partir de 2023, só teremos a Copa Davis em mãos.

Existe vida além do planeta Sinner

E vamos para o outro pergunta irritada: ausências pesadas. A recusa de Sinner – muito criticada e debatida, para depois perceber que outros grandes nomes também levantaram a bandeira branca, exaustos por uma temporada cansativa – e a desistência de Musetti inspiraram previsões sombrias. Não para eles. Não para Volandri e companhia, que sabem bem quão profunda e forte é a lista de homens elegíveis de Davis. E de fato Cobolli e Berrettini resolveram, não dois que passaram por acaso, mas nem mesmo a primeira linha azul (Ranking ATP em mãos). Significa apenas uma coisa: existe vida – e que vida! – mesmo além do planeta Sinner. A Itália do tênis é… infinita.

Felipe Costa