Mergulhadores de Montalto sem piscina poucos dias antes das finais, as famílias: “É assim que se destroem sonhos e anos de sacrifícios”

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Hoje em dia há um silêncio ensurdecedor à beira da piscina municipal de Campagnano, em Cosenza. Onde antes ecoavam os mergulhos, o incentivo dos treinadores e os sonhos das jovens promessas desportivas, agora só resta a amargura.
Os pais dos atletas da empresa AQA de Montalto Uffugo, realidade histórica no sector do mergulho de onde surgiram campeões como Giovanni Tocci e Francesco Porco, lançam um grito de dor e denúncia por uma situação que está a apagar anos de sacrifícios, paixão e esperanças.

A vida cotidiana e os sacrifícios das famílias

Para estas crianças a piscina não era apenas um local de treino. Era uma segunda casa. De segunda a sábado, todos os dias, das 14h30 às 17h30, enfrentaram treinos extremamente duros com disciplina, dedicação e sacrifícios que poucos dos seus pares conseguem compreender. Por trás de cada mergulho estavam famílias que organizavam as suas vidas em torno do treino, pais que apoiavam financeira e moralmente os filhos, jovens atletas que cultivavam o sonho de serem campeões de amanhã.

A parada repentina e o problema dos espaços hídricos

Então, de repente, tudo parou. No início da temporada, o operador da central aparentemente decidiu ceder o espaço hídrico a outra empresa. Hoje a piscina interior encontra-se encerrada e o acesso à piscina exterior não é concedido aos atletas da AQA. Uma situação dramática que está a afectar não só o sector do mergulho, mas também outros desportos náuticos. Natação, pólo aquático e master, apesar das enormes dificuldades, tentam sobreviver treinando em piscinas próximas.

A emergência para os mergulhadores em vista das finais

Mas para os mergulhadores a realidade é ainda mais dura: uma piscina com trampolins e plataformas não está facilmente disponível. O mais próximo fica até em Roma. Estes jovens atletas, aliás, deverão disputar em breve as finais nacionais, prova fundamental para a qual se preparam há meses com enormes sacrifícios. No entanto, eles estão completamente parados há dias, incapazes de treinar. Uma situação surreal que corre o risco de comprometer irreparavelmente o trabalho, o treino atlético e os sonhos construídos com anos de empenho diário.

O apelo dos pais: uma solução para o futuro dos filhos

As famílias hoje pedem pelo menos uma solução temporária: permitir que as crianças continuem a treinar tendo em vista as finais nacionais. Não pedem privilégios, mas apenas o direito dos seus filhos poderem continuar o percurso desportivo alcançado com esforço, dedicação e paixão. Porque por trás desta história não existem apenas problemas organizacionais ou de gestão. Existem rostos, lágrimas, decepções. Há crianças que dedicaram a adolescência a um esporte complexo e maravilhoso. Crianças que hoje veem tudo desabar sem ter culpa alguma.

Felipe Costa