Era um sistema “usado massivamente pelos suspeitos de hoje”. Com uma “absoluta falta de relevância para as atividades de investigação desenvolvidas no âmbito dos projetos afetados pelos reembolsos em causa”. É o que pensa o juiz de instrução Eugenio Fiorentino sobre o caso Cuzzocrea, o antigo reitor da Universidade de Messina que teve dinheiro e bens no valor de dois milhões e meio de euros apreendidos na quarta-feira. E explicou-o num documento de 700 páginas, que entre outras coisas está repleto de fotografias, faturas e recibos. Justamente porque teve que tomar conhecimento da impressionante quantidade de documentação depositada pelo Ministério Público em apoio ao pedido indeferido de prisão domiciliar do professor universitário.
Além do caso das receitas “alheias” do empório chinês perto de sua casa que Cuzzocrea recolheu e depois entregou para reembolso, de que tratamos na edição de quarta-feira, há outra coisa que o juiz de instrução diz após as investigações do Ministério Público. Por exemplo, passaram então a reembolsar projetos científicos, acompanhados de documentação referendada e assinada pelos funcionários e pelo diretor do departamento a que pertencia o antigo reitor, o de Chibiofaram, até a perfuração para construção de um poço, que custou 15 mil euros, ou a montagem dos boxes para cavalos no picadeiro Divaga, em Viagrande, na zona de Catânia. Que foi o local escolhido pela família para a paixão pelas corridas de cavalos.
E nesta égua magnum estão também, para dar outro exemplo, quase 50 mil euros em reembolsos de compras a uma empresa de forragens e cereais (“numerosas receitas”). A proprietária da empresa, entrevistada pela Guardia di Finanza durante as investigações, explicou que “a sua atividade envolvia principalmente a venda de rações, acessórios para agricultura e pecuária”.
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