O conflito político sobre a gestão do património arqueológico de Messina não diminui. Com uma nota mordaz, o ex-vereador Enzo Caruso responde diretamente às recentes manifestações organizadas pelo candidato Sciacca e pelo arquiteto Principato, mais recentemente a de hoje para voltar a atenção para o túmulo do Largo Avignone.
O primeiro impulso de Caruso diz respeito à forma dos protestos. “Há dias que assistimos a encontros que Sciacca define como flash mobs, mas isso confunde-nos”, escreve o antigo vereador, sublinhando como falta a componente essencial de tais eventos: a coreografia. “Nestas duas ocasiões não vimos danças, balés ou canções. Então vamos chamá-los pelo nome: encontros para expressar dissidência”.
O caso Largo Avignone: os números do Conselho Basile
O coração da réplica diz respeito ao túmulo da Câmara do Largo Avignone. Caruso nega a acusação de inacção da administração liderada por Federico Basile, desfiando os detalhes de um plano já aprovado: a Câmara já deu luz verde ao documento de planeamento para a reconstrução da escadaria Zuccarello e a remodelação de toda a área. Está previsto um montante de 325 mil euros e o projecto inclui um passadiço solicitado pela Superintendência, necessário para garantir a utilização pública em total segurança, ultrapassando as “aberturas ocasionais” do passado que não cumpriam a regulamentação actual. A intervenção tem um tempo estimado de 18 meses.
Caruso não poupa críticas pessoais ao arquitecto Principato, acusando-o de alimentar um ódio inexplicável. “Pergunto-me que medidas ele tomou, ao contrário de mim, para realizar sonhos e desejos durante os seus muitos anos de serviço na Câmara Municipal”, ataca o ex-vereador, lembrando que o sítio arqueológico já foi incluído num grande mapa turístico que liga o Palazzo Weigert ao Gran Camposanto. A nota termina com um desafio irónico aos adversários políticos: “Estamos à espera do próximo ‘Flash Mob’, esperando que desta vez haja uma coreografia capaz de nos surpreender verdadeiramente”.