Messina, trecho da SS114 sem passagem de pedestres: trabalhador suburbano atropelado. “Então todos os dias arriscamos nossas vidas”

Uma situação perigosa que é conhecida há anos, denunciada diversas vezes e nunca abordada. Trata-se do curto trecho – cerca de 50 metros – da Estrada Estadual 114 que liga a rotatória “Alfio Ragazzi” de Tremestieri ao resto da cidade, em direção ao centro. Um trecho de estrada sem faixas de pedestres, calçadas ou caminhos protegidos, ao longo do qual dezenas de trabalhadores são obrigados a caminhar diretamente na estrada todos os dias.

A questão crítica voltou a surgir após o acidente ocorrido nas últimas horas. Um cidadão de Messina, funcionário de uma empresa com sede em Catânia, que percorre aquele trecho todos os dias depois de descer do ônibus, foi atropelado por uma scooter elétrica que passava. O homem foi socorrido e transferido de ambulância para o Hospital Universitário: apresentava hematoma grave e prognóstico de sete dias. O trabalhador explicou a dinâmica do incidente, sublinhando como “nesse momento não há passagem para peões e somos obrigados a circular na via juntamente com camiões, autocarros e automóveis”. A má iluminação noturna também contribui para tornar a situação ainda mais arriscada.

“Há anos que convivemos com esta condição – disse ele –. Tive sorte, mas mais cedo ou mais tarde pode ocorrer uma tragédia. Esse trecho literalmente corta em dois o tráfego de pedestres na zona sul”.

O relatório chama a atenção para uma questão crítica que envolve não só os passageiros que chegam a Tremestieri através de transportes públicos, mas também muitos cidadãos que utilizam a paragem de multibanco ou estacionam nas áreas circundantes à estação Carabinieri.

Felipe Costa