Mudar de província está de volta à moda. Política Vibo entre prós e contras

Embora não seja nova, a proposta suscitou um debate que, quem sabe, reflecte talvez as prioridades dos eleitores e dos governantes eleitos na zona que marca a fronteira montanhosa entre as províncias de Vibo Valentia, Catanzaro e Reggio Calabria. Do Serre, pulmão verde e alma mística da Calábria central, levanta-se uma voz exigindo a “secessão” da administração provincial de Vibo para um regresso ao futuro com a “mãe” de Catanzaro. Desencadeou-se imediatamente uma enxurrada de reações, institucionais e não, mas sempre através das redes sociais, de quem aprova ou discorda, de quem faz distinções e de quem sempre desconfia, e por isso investiga qual poderá ser o sentido oculto por detrás de uma aproximação que até se gostaria de ser antropológica, antes de ser geográfica e administrativa. Em suma, não há como negar a Itália exagerada de Ennio Flaiano que, mais uma vez, levanta uma questão séria, mas não séria: numa nação que há muito desistiu de investir no seu espaço interno, que decidiu conscientemente deixar secar a sua medula espinhal, afirma-se que uma mudança de Província, de uma periferia para outra, de uma crise para outra, de uma ruína para outra, é suficiente para reavivar serviços expirados, para garantir direitos negados, para completar estradas eternas inacabadas como a Trasversale delle Serre, para atrair turistas que na realidade sempre estiveram ali e nunca representaram o maná esperado desde os tempos bíblicos.
Poucos acreditam em batalhas mais sérias, como a contra os cortes contábeis que aniquilaram o único hospital da região em quinze anos. Exceto para apoiar ou deslegitimar os comitês locais que exigem saúde dependendo da conveniência política do momento.
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Felipe Costa