Messina gosta de Salerno? Na verdade não, de qualquer maneira, não exatamente. Sim, há sempre um De Luca envolvido – Vincenzo ali, Cateno aqui – mas o cenário, apesar das fortes semelhanças, não é idêntico.
Vamos dar um passo para trás. Há poucos dias ocorreu um verdadeiro terremoto político na capital da Campânia, com a apresentação da carta de demissão do prefeito Vincenzo Napoli. E aqui estão as semelhanças: Nápoles foi eleito em 2022 – tal como Federico Basile – e, ao renunciar, obriga os eleitores de Salerno a votar um ano antes do termo natural do mandato (previsto para 2027 tanto para Salerno como para Messina). Na sua carta, Nápoles fala de “mudanças nas condições políticas”. Mas a verdadeira razão é que o presidente da Câmara de Salerno está a dar lugar ao seu “líder máximo”, Vincenzo De Luca, que, não podendo mais ser eleito presidente da Região da Campânia, quer voltar a ser presidente da sua cidade natal (cargo que, aliás, sabe fazer bem, visto que durante os anos da presidência de De Luca, Salerno mudou profundamente para melhor, segundo muitos). Aqui surge a diferença entre Salerno e Messina. Se Basile, de acordo com Cateno De Luca, decidir renunciar na próxima segunda-feira, fá-lo-á para concorrer novamente e não para dar lugar ao seu “líder máximo”.
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