Pd, a única certeza é Provenzano: o conflito entre as correntes ainda está vivo

Elly Schlein confiou a Peppe Provenzano a tarefa de reconstruir (ou melhor, pacificar) o Partido Democrata. E havia poucas dúvidas sobre isso há dias. Ontem a escolha foi oficializada às demais almas do partido, que a compartilharam. Enquanto a fórmula da diretoria que apoiará o ex-ministro voltou a ser questionada.
O secretário nacional não esteve presente na videochamada realizada no final da semana passada. Compromissos impróprios a impediram. E a liderar a discussão – entre parlamentares europeus e nacionais eleitos na Sicília, deputados da ARS e os dois membros do executivo nacional Sergio Lima e Antonio Rubino – esteve o gestor organizacional Igor Taruffi.
Ter separado o anúncio de Provenzano do dos demais membros ajuda o secretário a sublinhar que o ex-ministro será primus inter pares no órgão que substituirá o secretariado regional após a renúncia de Anthony Barbagallo.
Provenzano terá um amplo papel na liderança do partido. Mas é certo que ele terá o apoio de representantes das demais áreas. E neste sentido a ideia de limitar os membros da direcção a dois voltou a ser discutida porque isso teria excluído a área de Orfini e várias outras ramificações das correntes maioritárias e minoritárias.
O próprio Provenzano provavelmente oficializará os nomes na quinta-feira, na chegada a Palermo. Entretanto, os últimos cantos do conflito interno terão de ser resolvidos. A zona Bonaccini, que reúne a maior parte dos deputados liderados por Michele Catanzaro, voltou a pedir o congelamento dos dois principais órgãos resultantes do contestado congresso há dois anos: a gestão e a assembleia.
A matéria completa está disponível nas edições impressa e digital

Felipe Costa