Quente, agosto com recordes de temperaturas e mortes: aqui estão os números

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É a palavra mais utilizada pelos serviços meteorológicos de todo o mundo para conotar as temperaturas médias do mês de agosto. E, em alguns casos, também o número de mortes relacionadas com o calor.

A Europa tem sido particularmente afetada por ondas de calor, já em junho, as mais quentes alguma vez registadas no oeste do continente. Em Espanha, mais de 5.000 pessoas morreram devido ao calor excessivo, o número mais elevado desde que o instituto de saúde Carlos III começou a recolher dados em 2015. Segundo o instituto, que tem sede em Madrid, as mortes relacionadas com temperaturas excecionais foram 2.149 em agosto, 2.025 em julho e 937 em junho, num total de 5.111 nos três meses. O recorde anterior foi estabelecido em 2022, com 4.652 vítimas.

Três vezes mais do que o orçamento ainda provisório da Alemanha. Até 16 de agosto, havia 15.800 vítimas do calor, de acordo com o Instituto Robert Koch (RKI), a autoridade de saúde alemã.
Julho foi um mês escaldante em França, com uma média de 24,9 graus, mas picos superiores a 43 graus já tinham sido alcançados em Junho, com repercussões também no torneio de ténis de Roland Garros, e a última onda de calor durou 23 dias entre 28 de Julho e 19 de Agosto.

Na Áustria, o termómetro atingiu mais de 40 graus em Agosto em vários locais, incluindo Viena.

O verão de 2026 foi o mais quente alguma vez registado no Reino Unido, anunciou hoje a agência meteorológica britânica Met Office, com uma temperatura média entre 1 de junho e 31 de agosto de 16,5 graus, mais do que os 16,1 graus do verão de 2025. Definitivamente mais baixa do que no sul da Europa, mas com algumas exceções notáveis. O pico foi alcançado em 13 de agosto, com 38,1 graus em Kew Gardens, no oeste de Londres.

Quente, e muito, mesmo na Bélgica geralmente chuvosa, onde o alarme de calor geralmente dispara acima de 25 graus. De acordo com o Royal Meteorological Institute, o verão de 2026 foi o mais quente já registrado, com uma média de 20,3 graus. O recorde anterior foi em 2018, com 19,9 graus, enquanto a média dos últimos 30 anos foi de 17,9 graus. Portanto é a primeira vez que a média ultrapassa os 20 graus, graças também ao elevado número de dias em que o termómetro ultrapassou os 30 graus.

E mesmo noutra parte do mundo não faltam registos. A Austrália atingiu picos de 50 graus já em janeiro. Julho foi o mês mais quente já registrado em 48 estados dos EUA. O mês de agosto que acaba de terminar foi o mais quente na Índia desde que as temperaturas começaram a ser registadas em 1901. Em média, foram registados 28,01 graus Celsius, informou a Agência Meteorológica Indiana, um aumento de 0,67 graus em relação à norma para o período.

Depois, no dia 22 de agosto, o Copernicus registou o recorde de temperatura média das águas oceânicas: 21,1 graus, face aos 20,09 de março de 2024, também sob o efeito do El Niño.

Felipe Costa