Querida energia, acesso ao crédito, aos impostos e ao trabalho: as prioridades “artesanais” na Calábria

Marco Granelli, presidente nacional da Confartigianato, voltou às margens do Estreito para a quinta edição da sorveteria artesanal “Scirubetta”. Um apelo de sabor irresistível para Granelli, que agora se sente em casa na orla marítima de Reggio. «Não poderia faltar a celebração da excelência italiana no setor alimentar – afirma -. No nosso país existem 9.400 sorveterias, das quais 6.200 são artesanais. Na Calábria existem 241 oficinas artesanais que produzem exclusivamente sorvetes. Não estamos a falar apenas de um setor bom, mas também de um setor válido do ponto de vista económico que movimenta 60 milhões de euros só na Calábria (1,5 mil milhões em Itália)”.
A Confartigianato propôs ao governo Meloni o estabelecimento de uma marca voluntária para valorizar ainda mais o sorvete artesanal. «Criar especificações para sorvetes é importante para empresas e consumidores – confirma Granelli -. Queremos valorizar a autenticidade dos produtos e das técnicas de processamento para que o consumidor possa distinguir gelados de qualidade e reconhecer laboratórios artesanais. Em suma, queremos valorizar ainda mais um produto italiano que também cresce muito no exterior.”
Saindo do perímetro saboroso do sorvete, o que Granelli pede ao Governo Meloni para o variado mundo dos artesãos?
«Espero e espero que a nova Lei-Quadro do sector artesanal seja aprovada antes do final do ano, assim teremos os parâmetros revisitados para incluir as sociedades por acções entre os artesãos e para reconhecer a singularidade do artesão e não apenas a dimensão da empresa».
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Felipe Costa