Respostas concretas às dificuldades de quem trabalha e produz, protestos pacíficos e apoio às famílias. Este é o apelo que vem do Santuário de San Francesco di Paola, através de uma nota da sua assessoria de imprensa dirigida às instituições, aos manifestantes e a toda a comunidade. A referência parte do exemplo de São Francisco: a sua “minimidade”, lemos no documento, “não foi uma fuga do mundo, mas uma escolha de estar ao lado dos últimos contra os abusos dos poderosos, para lembrar que a economia não pode ser pensada sem a pessoa”.
Às instituições: «São necessárias soluções estruturais»
O Santuário pede às instituições de todos os níveis que ouçam “rápida e concretamente o grito de quem trabalha e produz”. O pedido é intervir com soluções estruturais, e não apenas de emergência, no custo da energia, nos transportes, no apoio às empresas agrícolas e artesanais e contra a especulação.
Aos manifestantes: «Não violência e respeito pelos serviços essenciais»
Um segundo convite é dirigido a quem se manifesta, para que o protesto legítimo permaneça “nos trilhos da não violência, do respeito pelas pessoas e pelos serviços essenciais” e não se transforme num bloqueio que penalize outros trabalhadores, doentes, estudantes e famílias. O documento exorta-nos a continuar a procurar o diálogo, evitando encerramentos que possam alimentar conflitos.
“Nenhuma família deve ser deixada sozinha”
Pede-se à comunidade que não abandone quem está passando por um momento difícil. “O Santuário é e continua a ser um lugar de acolhimento, de escuta e de oração, onde todos, crentes e não crentes, podem encontrar uma palavra de alívio e uma mão concreta”, sublinha a nota. O apelo termina com uma invocação a São Francisco de Paula, padroeiro da Calábria e dos marítimos, pela paz social, pelo trabalho digno e por uma Calábria capaz de redescobrir a confiança e a esperança.