Após meses de discussões, protestos e discussões públicas sobre o sistema viário do distrito de Roges, o Município finalmente passa para a fase operacional. As questões críticas que surgiram nos últimos tempos (tráfego congestionado, caminhos pedonais descontínuos, sinalização insuficiente e uma percepção geral de desordem urbana) suscitaram um debate entre residentes, comerciantes e administração. Agora, porém, chega um sinal concreto: o início do procedimento de obras de melhoria infraestrutural em toda a área.
O ponto de viragem administrativo? O procedimento para as obras foi iniciado. Com a determinação gerencial de há poucos dias, antes da Páscoa, o Sector de Obras Públicas, Manutenção e Património anunciou um procedimento negociado, sem concurso, para a atribuição das “obras de melhoria das infra-estruturas rodoviárias no distrito Roges de Rende”. A intervenção inclui: 183.000 euros como valor baseado na proposta, 219.600 euros como valor global estimado do contrato, incluindo opções e possíveis acréscimos e o convite a pelo menos cinco operadores económicos selecionados no registo de fornecedores. Fontes municipais asseguram que as obras poderão começar nas próximas horas.
Uma etapa administrativa que marca o início de um processo há muito aguardado e solicitado, principalmente depois das polêmicas que acompanharam as mudanças de circulação e das dificuldades vividas nos últimos meses. Roges não é um bairro qualquer: é o coração comercial e residencial de Rende, uma zona com elevada densidade de serviços, atividades económicas, escolas, escritórios e espaços públicos. Precisamente por esta razão, cada intervenção no trânsito tem um impacto imediato na vida quotidiana de milhares de pessoas.
As polémicas dos últimos meses, desde os sentidos de trânsito disputados às dificuldades de acesso às actividades comerciais, até aos problemas de segurança dos peões e ciclistas, evidenciaram a necessidade de um projecto orgânico, capaz de devolver a fluidez, a segurança e a qualidade urbana. Embora os detalhes técnicos das intervenções sejam definidos na fase executiva, o projeto visa «melhorar a circulação interna e a ligação às principais artérias da cidade, reforçar a segurança rodoviária, reorganizar a sinalização e travessias e intervir em passeios, pisos e pontos críticos da mobilidade pedonal», lê-se na decisão de gestão.
Um conjunto de ações que visa transformar Roges num bairro mais moderno, funcional e habitável. O lançamento do procedimento negociado representa também uma mensagem clara: a administração municipal pretende responder às questões críticas com ações concretas, ultrapassando a fase de controvérsia e abrindo a fase de reconstrução. O relançamento de Roges passa, portanto, por uma intervenção infraestrutural não só técnica, mas também simbólica: devolver a ordem, a segurança e uma visão urbana coerente ao bairro.
As obras anunciadas marcam o início de um caminho que poderá devolver ao Roges o papel que merece: um bairro dinâmico, acessível, capaz de aliar mobilidade, comércio e qualidade de vida. Após meses de discussões, a cidade agora aguarda os fatos. E este primeiro passo administrativo abre finalmente caminho para um novo equilíbrio urbano, mais moderno e mais próximo das necessidades dos cidadãos.
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