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1º de junho de 2026 é um dia quase histórico para o tênis italiano. Na verdade, em Roland Garros, há três italianos competindo nas oitavas de final do individual masculino: Flavio Cobolli, Matteo Berrettini e Matteo Arnaldi. Um facto que confirma a profundidade do movimento italiano mesmo numa edição marcada pela ausência de Lorenzo Musetti e pela eliminação de Jannik Sinner.
Um trio que faltava em 2023
Pela sétima vez, a Itália leva três jogadores para as oitavas de final de Roland Garros. A última foi em 2023, quando Sinner, Musetti e Sonego chegaram à segunda semana. Desta vez o testemunho passa por três caminhos diferentes, mas unidos pela capacidade de resistir à pressão de um Slam que se tornou particularmente aberto após várias eliminações excelentes.
Cobolli, número 10, chegou às oitavas de final com um desempenho muito sólido contra o americano Learner Tien, derrotado por 6-2, 6-2 e 6-3 em uma hora e 46 minutos.
Berrettini e Arnaldi, duas maratonas vencidas em quinto lugar
O caminho de Matteo Berrettini, pelo contrário, foi marcado pelo sofrimento e pela resistência. O romano superou o argentino Francisco Comesaña no final da partida mais longa de sua carreira: 7-6(3) 5-7 6-7(4) 6-4 7-6(10), após cinco horas e 8 minutos. Uma vitória pesada, não só pelo resultado, mas também pelo sinal físico e mental oferecido por um jogador que nos últimos anos teve que lidar com inúmeros problemas de continuidade.
Nas oitavas de final, Berrettini encontrará Juan Manuel Cerundolo, o argentino que eliminou Jannik Sinner na rodada anterior. Um desafio delicado, até porque ambos vêm de batalhas muito longas e terão que gerir energia e recuperação numa fase do torneio em que cada detalhe pode pesar.
Matteo Arnaldi também teve que ir até o quinto set para passar à fase final. O liguriano venceu o belga Raphael Collignon com placar de 6-4 6-7 5-7 6-4 7-6, no final de uma batalha que durou cerca de cinco horas. Para Arnaldi é o regresso às oitavas de final de Roland Garros depois de dois anos, confirmando uma relação especial com a terra parisiense.
Três desafios para continuar sonhando
O programa dos oitavos-de-final apresenta, portanto, à Itália três encruzilhadas muito interessantes. Cobolli contra Svajda no Philippe-Chatrier, Berrettini enfrentará Cerundolo no Suzanne-Lenglen, enquanto Arnaldi desafiará Frances Tiafoe, número 19, também no Suzanne-Lenglen.
O objectivo dos quartos-de-final está ao nosso alcance, mas não é garantido. Cobolli, que chegou com a leveza de quem dominou o terceiro round, prevaleceu. Berrettini com a experiência e o peso de uma vitória duríssima, Arnaldi com a confiança de quem soube se manter numa partida complicada até o último ponto. Três histórias diferentes, todas no mesmo dia: aquela em que o tênis italiano tenta ampliar ainda mais seu espaço no coração de Roland Garros.
Derby no horizonte?
Os três azuis viajam no mesmo lado do tabuleiro. Em caso de vitória do trio italiano, haverá um clássico das quartas de final entre Berrettini e Arnaldi, com perspectiva de uma partida totalmente italiana também na semifinal, caso Cobolli também vença a partida de quarta-feira.