Terremoto de magnitude 4,0 nas Ilhas Eólias, o choque com quase 300 km de profundidade

Um sismo de magnitude ML 4.0 foi registado na noite de sábado para domingo na zona das Ilhas Eólias, na província de Messina. O evento ocorreu às 22h55 de sábado, 19 de setembro (hora italiana), com epicentro no mar e hipocentro a 284 quilómetros de profundidade. A localização foi realizada pela sala sísmica do INGV em Roma.

Um choque de quase trezentos quilômetros de profundidade

Segundo dados divulgados pelo Instituto Nacional de Geofísica e Vulcanologia, as coordenadas do epicentro são a latitude 38,6715 e a longitude 14,9070, num troço de mar do arquipélago das Eólias. A profundidade, porém, é o dado que caracteriza o evento: quase trezentos quilômetros abaixo da superfície, altitude em que as ondas sísmicas se atenuam consideravelmente antes de atingirem o solo. Por esta razão, um terremoto desta magnitude, se profundo, é percebido de forma muito mais fraca do que um choque de igual energia localizado a poucos quilômetros da superfície, e muitas vezes não é sentido pela população.

A profunda sismicidade do baixo Mar Tirreno

Eventos nestas profundidades não são uma raridade na área do baixo sul do Tirreno, que acolhe uma das zonas de sismicidade profunda mais conhecidas do Mediterrâneo. São sismos que se originam muito abaixo da crosta terrestre, numa faixa que atinge algumas centenas de quilómetros abaixo do Mar Tirreno, e que apresentam características diferentes dos tremores de superfície que afectam mais de perto o nordeste da Sicília e da Calábria.

Os dados podem ser atualizados

O INGV lembra que os valores das coordenadas hipocentrais e da magnitude “representam a melhor estimativa com os dados disponíveis” e que “quaisquer novos dados ou análises podem fazer com que essas estimativas variem”. Quem sentiu o choque pode denunciar preenchendo o questionário do portal Você sentiu o terremoto?ferramenta com a qual o Instituto recolhe testemunhos diretos dos cidadãos e reconstrói o mapa dos efeitos reais no território.

Felipe Costa