Trionfo Inter, o filme do campeonato: das duas derrotas nas três primeiras partidas à grande reviravolta contra o Como

Dos escombros de uma noite europeia ao tricolor costurado no peito. A jornada do Inter, que culminou esta noite com uma vitória por 2 a 0 sobre o Parma, nasceu em 31 de maio de 2025, uma data que parecia ter fechado um ciclo e, em vez disso, aberto outro: o desastre na final da Liga dos Campeões contra o PSG, um grupo subitamente frágil, a despedida de Simone Inzaghi da Arábia Saudita e a escolha, longe de ser óbvia, de contar com Cristian Chivu. Uma transferência que parecia uma aposta, ainda mais complexa por um verão turbulento, entre a Copa do Mundo de Clubes e as tensões internas que explodiram publicamente após a eliminação contra o Fluminense, quando Lautaro Martinez fez com que todos enfrentassem suas responsabilidades. «Quem não quiser ficar deve ir embora. É preciso querer estar neste time, vi muitas coisas que não gostei”, foi o ataque do capitão aos microfones, logo após a derrota para os brasileiros. Palavras duras, dirigidas principalmente a Hakan Calhanoglu, que suscitaram temores de uma fratura irreparável.

Não sem tropeços: duas derrotas nas três primeiras jornadas do campeonato alimentaram dúvidas e ceticismo. Mas o Inter de Chivu começou a tomar forma noutros lugares, na Europa, com vitórias sobre o Ajax e o Slavia Praga, restaurando a sua confiança e identidade. A partir daí, uma ascensão lenta mas constante também na Série A, construída sobre uma série de sucessos contra adversários competentes e consolidada nas primeiras verdadeiras viradas da temporada. A derrota para o Napoli, na oitava rodada, em meio a polêmica e arrependimento, parecia que poderia marcar um ponto de ruptura. Em vez disso, tornou-se um ponto de viragem. O Inter respondeu em campo, vencendo Fiorentina e Verona e continuando sua trajetória clara na Liga dos Campeões. Na décima primeira rodada, graças ao erro dos napolitanos, os nerazzurri chegaram à liderança, iniciando uma longa busca pela continuidade. Não faltaram erros, como o clássico perdido contra o Milan ou a derrota europeia contra o Atlético de Madrid, mas a cada vez a equipe demonstrou uma resiliência nova, quase inesperada. A verdadeira força estava aí: na capacidade de absorver golpes sem perder a direção.

Mesmo quando chegou a decepção da Supercopa da Itália, perdida nos pênaltis contra o Bologna, em 19 de dezembro, ou quando na Liga dos Campeões o ciclo terminou abruptamente com a eliminação nos playoffs contra o Bodo/Glimt, em meados de fevereiro. Uma saída prematura e dolorosa, que noutras épocas poderia ter deixado grandes desperdícios. Não desta vez. O Inter transformou a frustração europeia em combustível para o campeonato. Por outro lado, 2026 abriu com uma equipa agora consciente dos seus meios. Campeão de inverno, capaz de se estender até oito, depois dez pontos à frente de seus perseguidores. Gerenciando até os momentos mais complexos, como o ciclo de empates e o novo clássico perdido em março, que encerrou a reta final com 14 vitórias em 15 jogos de novembro a fevereiro pelo campeonato. Quando Milan e Nápoles tentaram reabrir o jogo, o Inter respondeu com maturidade, sem lágrimas mas com uma solidez que fez a diferença. A recuperação do Como, de 0-2 para vitória por 4-3 na 32ª jornada, foi talvez a imagem simbólica da temporada: uma equipa que nunca desmorona, que sabe sofrer e depois atacar. O resto foi uma extensão progressiva, favorecida também pelos erros dos rivais, até que a final se transformou numa longa espera pela matemática. Um passeio menos espetacular que outros, talvez, mas mais significativo. Porque nasceu da dúvida, da ruptura, da necessidade de se reinventar. É o primeiro troféu da era Oaktree, o terceiro da era Marotta, que atinge sua estrela pessoal considerando os dez títulos conquistados como técnico. Mas é também o tricampeonato para um grupo de líderes como Barella, Bastoni e Lautaro, que agora se tornaram o coração de uma equipe que conseguiu atravessar o fogo e sair mais forte. Não foi uma dominação contínua, mas um caminho de crescimento. Não uma marcha triunfal, mas uma reconstrução. E é justamente isso que diferencia o tricolor do Inter dos demais: porque não é apenas o ponto mais alto, mas a prova de que mesmo depois de uma queda desastrosa é possível recomeçar, mudar de pele e vencer novamente.

1º DIA (25/08/25)
O novo Inter de Christian Chivu começou em grande: a estreia em San Siro e Turim foi esmagadora por 5-0, com Bastoni a abrir o marcador, dois gols de Thuram e golos de Lautaro e Bonny.

2º DIA (31/08/25)
Primeiro deslize: ainda em campo no Meazza, os nerazzurri perderam por 2 a 1 para a Udinese, apesar da vantagem inicial de Dumfries.

3º DIA (13/09/25)
Derby italiano amargo e segunda derrota consecutiva: no Allianz Stadium o Inter perde para a Juve por 4 a 3, ridicularizado pelo gol tardio de Adzic. Duas vezes abaixo, os nerazzurri conseguiram voltar à partida com dois gols de Calhanoglu e assumiram a liderança com Thuram antes do contra-ultrapassado dos Bianchioneri.

4º DIA (21/09/25)
Dimarco e Carlos Augusto marcaram a vitória por 2 a 1 sobre o Sassuolo, o que permitiu aos nerazzurri voltar ao sucesso, mesmo estando seis pontos atrás do líder Napoli.

5º DIA (27/09/25)
Vitória preciosa em Cagliari: 2 a 0, Lautaro e Pio Esposito marcaram. Com a derrota do Nápoles para o Milan, a equipa de Chivu recupera ainda mais terreno.

6º DIA (10/04/25)
Lautaro e Bonny no primeiro tempo, Dimarco e Barella no segundo tempo: 4-1 para o Cremonese e perto da Juventus (0-0 com o Milan) -3 atrás do primeiro colocado Napoli.

7º DIA (18/10/25)
O gol de Bonny aos 6 minutos foi suficiente para conquistar o Olímpico: 1 a 0 sobre a Roma e os mesmos Giallorossi e Napoli na liderança aos 15.

8º DIA (25/10/25)
O Inter perde por 3 a 1 a grande partida de Maradona contra o Napoli: após pênalti polêmico marcado por De Bruyne, McTominay marca o segundo, Calhaloglu encurta mas Anguissa nocauteia o time de Chivu que volta para -3.

9º DIA (29/10/25)
Redenção rápida às custas da Fiorentina, derrotada por 3 a 0: Calhanoglu ainda é decisivo com dois gols, também há glória para Sucic e a equipe de Chivu segue atrás de Nápoles e Roma e chega a Milão.

10º DIA (11/02/25)
Um gol contra de Frese aos 94 minutos deu ao Bentegodi uma vitória por 2 a 1 sobre o Verona, depois que Giovane igualou a vantagem de Zielinski. Uma vitória fundamental, que nos permite reduzir para apenas um ponto a diferença para o Nápoles, bloqueado no 0-0 pelo Como.

11º DIA (11/09/25)
Lautaro e Bonny venceram a Lazio por 2 a 0 e, graças à derrota do Napoli em Bolonha, o Inter sobe ao topo junto com a Roma.

12º DIA (23/11/25)
O clássico da Madonnina sorri para o Milan: o gol de Pulisic decide a partida e o Inter cai para -3 atrás da Roma, também superada pelo Napoli e seus primos rossoneri.

13º DIA (30/11/25)
O habitual Lautaro cuidará da Arena Garibaldi: dois gols para o Toro e 2 a 0 para o Pisa. Com o Milan vencendo a Lazio por 1 a 0 e o Napoli ultrapassando a Roma por pouco, o ranking coloca as quatro primeiras equipes a um ponto.

14º DIA (12/06/25)
Desempenho avassalador contra o surpresa Como: 4 a 0 com gols de Lautaro, Thuram, Calhanoglu e Carlos Augusto. Milan e Napoli continuam na frente, mas o Inter está lá.

15º DIA (14/12/25)
A nova ultrapassagem acontece no Marassi: 2 a 1 contra o Gênova com gols de Bisseck e Lautaro e pela primeira vez na temporada o Inter ocupa o primeiro lugar sozinho depois do empate do Milan (2 a 2 com o Sassuolo) e do deslize do Napoli em Udine.

17º DIA (28/12/25)
O Inter, apesar de menos um jogo, termina 2025 na liderança do campeonato graças à vitória em Bérgamo (1-0) decidida por Lautaro. Milan (3-0 contra o Verona) e Nápoles (2-0 contra o Cremona) continuam no seu encalço.

18º DIA (01/04/26)
Ano novo, Inter habitual: 3-1 frente ao Bologna e vantagem inalterada sobre os primeiros perseguidores. Zielinski, Lautaro e Thuram assinaram a vitória.

19º DIA (01/07/26)
A equipe de Chivu começa a se esticar: em Parma os gols tardios de Dimarco e Thuram valem +3 sobre o Milan (1-1 com o Gênova) e +4 contra o Napoli (2-2 com o Verona).

20º DIA (01/11/26)
A grande partida em San Siro entre Inter e Napoli termina 2-2: os Nerazzurri vencem duas vezes (Dimarco e Calhanoglu nos pênaltis) e duas vezes são pegos por McTominay, mas o Milan não leva vantagem (1-1 em Florença) e aos -4, além do Napoli, a Juve dá a volta (5-0 contra o Cremonese).

RECUPERAÇÕES 16ª PARTIDA (14/01/26)
Pio Esposito quebra a resistência do Lecce (1-0) e o Inter é campeão de Inverno. Os nerazzurri mantêm uma vantagem de 3 pontos sobre o Milan (3-1 em Como) e ampliam a vantagem para +6 sobre o Napoli, empatado em 0-0 pelo Parma.

21º DIA (17/01/26)
Em Udine, Lautaro foi o vencedor (0-1) de uma partida que permitiu aos nerazzurri manter à distância Milan (1-0 sobre Lecce) e Nápoles (1-0).

22º DIA (23/01/26)
Moreo assusta o Inter com dois gols em 23 minutos, depois o time de Chivu reage e vence o Pisa por 6 a 2 ao mandar Zielinski de pênalti, Lautaro, Esposito, Dimarco, Bonny e Mkhitaryan. Uma vitória de +5 sobre o Milan, empatada em 1-1 pela Roma, e +9 sobre o Napoli, derrotado por 3-0 pela Juve em Torino, e pelos próprios Giallorossi.

23º DIA (02/01/26)
Pouco mais de meia hora foi suficiente para vencer o Cremonese (Lautaro e Zielinski marcaram) e manter a vantagem sobre o Milan (3-0 em Bolonha) e o Napoli (2-1 sobre a Fiorentina), enquanto a Roma voltou a escapar, derrotada em Udine.

24º DIA (06-07-08/02/26)
O Inter vence o Sassuolo por 5 a 0: a partida já estava encerrada no primeiro tempo (Bisseck e Thuram), depois no segundo tempo Lautaro, Akanji e Luis Henrique completaram o trabalho. Ele tem +8 sobre o Milan, cuja partida contra o Como foi adiada.

25º DIA (14/02/26)
Assumindo a liderança primeiro com um autogolo de Cambiaso e depois com Esposito, o Inter foi apanhado duas vezes pela Juve, que ficou com dez jogadores, mas aos 90 minutos Zielinski marcou o 3-2 final. Isso deixa 8 pontos para o Milan, vitorioso em Pisa por 2 a 1.

26º DIA (21/02/26)
O Lecce resiste durante uma hora, depois Mkhitaryan e Akanji congelam a Via del Mare: 2-0 e escapam para o Inter, +10 sobre o Milan (que entretanto empatou nos acréscimos com o Como), derrotado em San Siro pelo Parma.

27º DIA (28/02/26)
Dimarco abre a partida contra o Gênova, depois Calhanoglu é implacável de pênalti: 2-0 e +10 confirmados contra o Milan que segue para Cremona com o mesmo resultado.

28º DIA (03/08/26)
O clássico de volta também é amargo para os nerazzurri: um gol de Estupinan permite ao Milan vencer por 1 a 0 e reduzir a diferença para sete pontos.

29º DIA (14/03/26)
Esposito não chega, a equipa de Chivu é apanhada pela Atalanta no 1-1 mas é um empate precioso porque o Milan perde para a Lazio e cai para -8.

30º DIA (22/03/26)
Mais um empate, desta vez em Florença, onde Esposito assumiu imediatamente a liderança, mas Ndour fixou o resultado em 1-1. O Milan venceu o Torino por 3-2 e vai para -6, enquanto o Napoli volta a ser visto nos espelhos, com a vitória em Cagliari voltando para -7.

31º DIA (04/05/26)
No domingo de Páscoa, o Inter derrotou a Roma por 5 a 2: depois de idas e vindas entre Lautaro e Mancini, Calhanoglu, Lautaro novamente, Thuram e Barella afundaram os Giallorossi. No Maradona, o Napoli venceu o Milan por 1 a 0 e levou o time ao segundo lugar, mas a diferença para os nerazzurri é de sete pontos.

32º DIA (04/12/26)
Na margem do lago aqui está a vitória que dá uma primeira reivindicação real ao scudetto: Como domina por um tempo e voa para 2-0, depois o Inter vira (duplas de Thuram e Dumfries) e vence por 4-3, ganhando uma vantagem de +9 sobre o Napoli (1-1 em Parma) enquanto o Milan desmorona em casa contra a Udinese (0-3).

33º DIA (17/04/26)
O Inter demora um pouco para quebrar a barreira do Cagliari, então Thuram, Barella e Zielinski marcam o 3-0 que dá aos homens de Chivu o primeiro match point: o Napoli, derrotado por 2-0 pela Lazio, vai para -12 e é acompanhado pelo Milan vitorioso em Verona.

34º DIA (26/04/26)
Em Turim, Thuram e Bisseck levam os nerazzurri ao 2-0, mas depois a equipa de Chivu recupera para 2-2 e perde assim o primeiro match point, até porque o Nápoles (4-0 ao Cremonese) volta a -10.

Felipe Costa