Um verme pré-histórico encontrado no permafrost da Sibéria volta à vida após 46.000 anos

Nas profundezas do permafrost da Sibéria, um minúsculo habitante do Pleistoceno acordou após um sono de mil anos. É um nematóide fêmea, um verme microscópico que sobreviveu por 46 mil anos. Uma vez trazido de volta à vida em laboratório, o verme começou a se reproduzir, sem precisar de companheiro, por meio de um processo chamado partenogênese. O Washington Post relata isso.

Como é possível que um organismo tenha permanecido adormecido por tanto tempo e depois tenha voltado à vida? A chave é a criptobiose, um estado de “dormência” em que os processos metabólicos são completamente interrompidos. Neste estado, o tempo parece quase parar, permitindo que o verme sobreviva a condições extremas que normalmente seriam fatais.

A descoberta deste verme pré-histórico é uma janela para o passado. O seu ADN pode fornecer-nos informações valiosas sobre a evolução e a vida na Terra há milhares de anos. Além disso, a sua capacidade de sobreviver em condições extremas poderá ter implicações importantes para a investigação médica e a tecnologia.

Um estudo detalhado foi publicado em julho na revista científica PLOS Genetics. Depois de sequenciar o seu genoma, os cientistas descobriram que ele pertence a uma espécie nunca antes descrita, chamada Panagrolaimus kolymaensis.

Conforme relatado pela Universidade do Havaí em Manoaanteriormente os nematóides das espécies Plectus murrayi e Tylenchus polyhypnus haviam voltado à vida após vários anos, mas esta nova espécie quebrou todos os recordes em termos de duração da criptobiose.

A descoberta deste verme pré-histórico fornece-nos informações valiosas sobre a evolução e a vida na Terra há milhares de anos. Além disso, a sua capacidade de sobreviver em condições extremas poderá ter implicações importantes para a investigação médica e a tecnologia.

Felipe Costa